terça-feira, 28 de maio de 2013

Cannes

Poster do Festival de 2013 (Foto Divulgaçã)

O Festival de Cannes, teve a sua primeira edição em 1946, e até o ano de 2002, possuía o nome de Festival Internacional du Filme. Ele acontece todos anos, e sempre nos meses de maio, na cidade francesa de Cannes. Em 1948 e 1950, o festival não aconteceu por problemas financeiros, voltando com a todo a sua força em 1951 e nunca mais parou.

No mesmo momento em que acontece o festival acontece o "Mercado do Filme", onde vários contratos milionários são assinados e filmes encontram suas distribuidoras. 
Nesse ano, o filme vencedor (eles recebem o Palma de Ouro, título máximo da premiação) foi o romance homossexual " A Vida de Adele", do diretor tunisiano Abdellatif Kechiche. O filme conta a história da descoberta da homossexualidade por uma garota, que vive uma forte relação com outra mulher.

As protagonistas de "A vida de Adele" e o diretor. (Foto Divulgação)



 O mais crítico dessa escolha, foi o momento escolhido para que esse filme fosse decretado o vencedor. A França passar por uma serie de manifestações contra o casamento gay. Steven Spielberg, um dos jurados do festival, falou sobre o assunto, e disse que a escolha pode não ter tido semelhança com o momento atual no país, mas sim porque o final conta uma linda história de amor, o acabou "seduzindo" os jurados.


Spielberg. (Foto Divulgação)
 Assim se fechou mais um festival, mostrando que não só os americanos possuem o direito de opinar e ganhar severamente  os prêmios cinematográficos. 

Por: Camila Paes

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Coração do Oceano

James Cameron na gravação do naufrágio (Foto: Divulgação)

Acredito que vi Titanic a primeira vez quando tinha cerca de oito anos. Atrasada, claro, porque quando o filme foi lançado, eu tinha apenas três anos.
Cartaz oficial do filme (Foto: Divulgação)
O vi pela primeira vez, acredito eu, porque um primo era viciado no filme, sabia todas as falas de trás para frente, de frente para trás. Ele também tinha um desenho do navio na parede e aquela edição de uma revista que vinham as peças do barco para montar, eu achava um máximo.

Lembrei-me disso, porque o assisti novamente esses dias pelo milésima vez, e aquela sensação de que algo nova vai acontecer e que Jack e Rose vão ser felizes para sempre não muda. O sentimento só muda quando ele afunda no mar gelado, e eu mais uma vez estou com os olhos cheios de lágrimas de decepção. Poxa Rose, não dava para chegar mais para o lado e dar um espacinho para o pobre Jack?

Leornado DiCarpio, Kate Winslet e James Cameron na filmagem de uma  das últimas cenas do filme (Foto: Divulgação)


O filme foi dirigido por James Cameron (o mesmo que criou os homenzinhos azuis do Avatar) e baseado no real naufrágio do RMS Titanic, e o roteiro romanceado da menina rica e comprometida que se apaixona pelo cara pobre, tinha tudo para ser mais um clichê norte-americano, mas passou longe disso.
O diretor e alguns dos Oscars recebidos pelo filme (Foto: Divulgação)

Uma produção estimada em duzentos milhões de dólares, escrito, produzido e dirigido por James Cameron e estrelado por Leornado DiCaprio e Kate Winslet (ambos com 22 anos na época), foi o filme que bateu recorde em audiência e arrecadando cerca de um bilhão de doláres. Vencedor de onze Oscar's, Titanic foi um dos filmes mais populares da história do cinema, trazendo milhões de pessoas ao cinema até os dias de hoje, já que a sua re-edição em 3D foi feita em 2012, e acabou sendo a maior bilheteria da história da China, isso prova que uma boa historia, um ótimo elenco e um diretor incrível podem emocionar o mundo durante anos e anos.

Por: Camila Paes

Celine Dion, cantora que gravou a música tema do filme "My Heart Will Go On", com o colar  tema do filme. (Foto: Divulgação)


Fábrica de sonhos

          Sempre quando me lembro da minha infância me vem a memória Toy Story 2. Das inúmeras, inúmeras, inúmera vezes que o assisti; Do meu grande sonho de infância (ainda é), que era ter um boneco do Xerife Woody; De como eu ficava fascinado em frente a TV enquanto assistia o filme e de como eu odiava o Mineiro. Era realmente incrível como as cenas ficavam na minha cabeça e como esse filme me marcou. Com certeza não fui a única criança (ou adulto) a ficar assim, e se não foi com esse filme, sem dúvida pode ter sido com outro filme da Pixar. Talvez a proposta ou intenção da Pixar seja exatamente essa, impressionar e fascinar as pessoas de todas as idades com a fantasia presente em seus filmes, nos permitindo transitar em uma história totalmente diferente da nossa realidade, nos possibilitando o poder de sonhar acordado. 



          A Pixar surgiu em 1979 como uma divisão da LucasFilm, empresa de George Lucas, e recebeu o nome de Graphics Group. Essa divisão era responsável por desenvolver softwares de computação gráfica. Uma das primeiras empresas a usar seus serviços foi Industrial Light & Magic, que também era de Lucas. Em 1986, George Lucas a vendeu para um visionário do ramo tecnológico: Steve Jobs, co-fundador da Apple Inc., pelo valor de US$ 10 milhões. Jobs mudou o nome da empresa para Pixar, uma mistura da palavra “Pixels” e “Art”. No inicio a Pixar era uma empresa de Hardware, tendo a Pixar Image Computer como seu produto primário e sendo a Disney a principal compradora desse produto. Disney e Pixar viriam mais tarde em conjunto desenvolver o CAPS, um mecanismo que permitia dar cores as animações. Em 1991, Disney e Pixar firmaram um contrato de US$ 26 milhões e começava ai uma parceria que mudaria a história da animação para sempre.
          O primeiro fruto dessa aliança foi Toy Story (1995). Toy Story foi o primeiro filme da história a ser produzido totalmente em computação gráfica, arrecadou US$ 362 milhões de bilheteria mundialmente e ainda recebeu três indicações ao Oscar (Melhor trilha sonora em comédia, melhor roteiro original e melhor canção) e duas indicações ao Globo de Ouro (Melhor filme – comédia ou musical e melhor canção). Em 2006, Walt Disney Company confirmou a compra da Pixar por US$ 7,4 bilhões, e Jobs passou a ser o maior acionista individual da Disney.


         
          A Pixar arrecadou mais de US$ 4 bilhões em bilheterias pelo mundo tornando-a uma dos estúdios cinematográficos mais bem sucedida de todos os tempos. Colecionando premiações e cada vez mais o respeito do grande público, a Pixar merece os aplausos não apenas pela técnica bem feita, mas pelas ideias e histórias cativantes e surpreendentes que divertem um público sem limites de idades. O caso da Pixar é uma verdadeira lição para o mundo dos negócios, pois acreditar na inovação e criatividade pode ser o verdadeiro diferencial entre as empresas obterem sucesso ou fracasso.


por Caetano Matos.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Uma velha juventude em "Somos Tão Jovens"

Filmagem de 'Somos tão jovens' (Foto: Divulgação)

O cara sonhador, excêntrico e sempre jovem, terá sua juventude retratada nas telas dos cinemas brasileiros. A estreia de “Somos Tão Jovens” acontece no dia 03 de maio e conta um pouco da fase de Renato Manfredini Junior, no mito Renato Russo, antes da fama no Legião Urbana.

“O filme não é um docudrama, é ficção. É a minha releitura daquela época para os jovens de hoje”, afirma Antônio Carlos da Fontoura, o veterano diretor do longa-metragem.


A história começa pacata, no fim dos anos 70 em Brasília, em uma apresentação pouco natural da descoberta do punk rock e a formação do Aborto Elétrico, primeiro grupo de Renato. Um pouco antes dessa época o mesmo sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, e vivia numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia.

A princípio as cenas fazem o espectador se envolver pouco no drama do personagem. Cenas como a do protagonista conversando com um colega sobre os Sex Pistols, como em uma tentativa de explicar didaticamente a influência da banda. As discussões com os pais sobre o futuro do filho e a situação do país ou o "nós vamos dominar o mundo" gritado aos companheiros do Aborto Elétrico também são pouco envolventes.

Somente após o relacionamento com Aninha, as brigas que levaram ao rompimento de Fê Lemos do Aborto Elétrico e a descoberta do homossexualismo de Renato, é que o filme ganha folego e ascensão. 




O destaque se dá pela interpretação de Thiago Mendonça (mesmo ator que viveu o Luciano em Dois Filhos de Francisco), que encarna um Renato Russo em uma forma tão intensa, melodramática e inconstante que povoa o imaginário coletivo. “O Renato tinha um pé no caricato que era natural dele. A intenção era humanizá-lo e não retratá-lo de forma mítica”, explica o ator, que teve que aprender a tocar baixo, guitarra e a cantar. A produção do filme diz que voz foi captada ao vivo nas gravações, sem uso posterior de estúdio para os vocais. 

Além de Renato Russo, Outros fenômenos da música brasileira são retratados, como Dinho Ouro Preto e Herbert Vianna.


Confira o Trailer:
Uma época diferente, pós ditadura, em que os jovens batiam no peito em forma de protesto às coisas erradas da sociedade e da nação. A velha juventude, crítica, contrária à "Geração Coca-Cola", que só queria a felicidade e a certeza de que Sol voltaria amanhã mais uma vez.


Somos Tão Jovens: Atores da biografia de Renato Russo mostram que têm música no sangue



foto: divulgação
Por William Avila 

domingo, 21 de abril de 2013

Viagem à lua


          Diferente dos ‘blockbusters’ de hoje em dia, com grandes atores e efeitos especiais, alguns filmes se utilizaram muito menos pra entrar para história. Um deles precisou necessariamente de apenas 13 min., que é o caso de Le Voyage Dans a Lune (Viagem à Lua). 
          Le Voyage Dans a Lune é um filme francês de 1902, considerado o maior sucesso de Georges Méliès. Méliès é tido como o pai dos efeitos especiais e dirigiu mais de 500 curtas.
          O filme foi considerado uma revolução na época por usar técnicas “avançadas” de animação e efeitos especiais e é possivelmente o primeiro filme de ficção científica.


Abaixo o filme completo.





por Caetano Matos.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Dando vida aos desenhos

          Há cerca de mil anos, o árabe Alhazen notou que o cérebro humano é capaz de reter, por um instante, a imagem que os olhos acabaram de ver. Oito séculos depois, o belga Joseph Antoine Plateau construiu um aparelho em que a sucessão rápida de figuras dava a sensação de que elas se mexiam. Nascia assim um dos melhores amigos das crianças e das nem tão crianças assim: o desenho animado. 

          O produtor americano J. Stuart Blackton cria, ainda na era do cinema mudo, a animação de três minutos Humorous Phases of Funny Faces (1906), em que um cartunista desenha rostos que ganham vida. Oito anos depois, Winsor McCay montaria Gertie the Dinosaur, consolidando o nascimento de um novo formato de entretenimento.
          Otto Messmer cria o primeiro astro dos desenhos animados, o Gato Félix. Em Feline Follies e Musical Mews (1919), o personagem se chamava Master Tom. O sucesso fez com que o gato participasse, já com o nome famoso, de uma nova produção no mesmo ano, Adventures of Felix.


Gato Félix, o primeiro astro dos desenhos animados

          Max e Dave Fleischer convidam o cinema a cantar com os personagens da série Song Cartunes (1924). Os espectadores adoram a interação e muitos títulos são lançados, mas a união de som e imagem evolui de fato quatro anos depois, com o clássico Disney O Vapor Willie, terceira aparição de Mickey nas telas.
          Para promover suas músicas, a Warner faz desenhos animados com som. Bosko é o primeiro personagem de Looney Tunes. Depois viriam Gaguinho(1935), Patolino (1937) e Pernalonga (1940), entre outros.

Looney Tunes, astros da Warner

          William Hanna e Joseph Barbera criam a série Tom & Jerry (1940), considerado um dos melhores desenhos já feitos. Desde a estréia em “Puss Gets the Boot”, mais de 150 curtas foram produzidos, mantendo a quase ininterrupta briga de gato e rato que influenciou muitos outros títulos.

Tom & Jerry, um dos maiores clássicos dos desenhos animados

          Hanna e Barbera, já donos de seu próprio estúdio, criam a primeira série animada a fazer sucesso no horário nobre da TV americana. Os Flintstones (1960), trama de uma família da Idade da Pedra, conquistam o público com personagens carismáticos e piadas sobre as modernas “máquinas” da época.

          Com a animação digital Luxo Jr., a Pixar inicia o que muitos consideram a evolução natural da forma de se fazerem desenhos. A luminária se torna logotipo da empresa, que criaria Toy Story (1995) e Procurando Nemo (2003), entre outros sucessos.

Luxo Jr., o pioneiro do novo estilo de desenho

          Em 1987 Matt Groening cria para o Programa The Tracey Ullman Show vinhetas com uma família amarela e esquisita. Dois anos depois, Os Simpsons ganham sua própria atração e iniciam uma carreira de enorme sucesso, que inclui 27 prêmios Emmy em suas 24 temporadas ininterruptas apresentadas na TV.

Os Simpsons

          Estréia nos cinemas a versão dos estúdios Disney de A Bela e a Fera (1991). O filme, baseado na história do príncipe amaldiçoado (terá a aparência de uma fera até aprender a amar e a ser amado), usou técnicas de computador para criar efeitos inéditos. O desenho é até hoje o único que já concorreu ao Oscar de melhor filme.
          O biólogo marinho Stephen Hillenburg cria em 1999 Bob Esponja Calça Quadrada. O desenho vira fenômeno pop e se torna o mais querido entre crianças de 2 e 11 anos. Traduzidas em 25 línguas, as aventuras da esponja de gravata, recheadas de sátiras, agradam também a adultos.

Bob Esponja, um dos atuais fenômenos dessa arte

          Os desenhos animados já existem a mais de um século, animando e divertindo as crianças de todas as idades. A cada ano que se passa é eternizando cada vez mais essa arte tão presente em nossas casas.

por Caetano Matos.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Possível Gangnam Style²?

Gentleman é a promessa de repetir o sucesso de Gangnam Style

Ele marcou época com o seu galope dançante e extravagante fazendo mais de 1 bilhão de pessoas se divertirem imitando, ou tentando imitar, sua esquisita coreografia de "Gangnam Style", consagrada com uma mania internacional. Agora o rapper sul-coreano Psy promete e espera repetir o estrondoso sucesso com um novo single.

Todos os detalhes foram mantidos em segredo até o lançamento na última quinta-feira (11), na Nova Zelândia. Oficialmente a canção foi lançada, com seu clipe e dança, no sábado (13), durante um show lotado, com 50 mil lugares totalmente ocupados no World Cup Stadium, em Seul. Ao mesmo tempo quase 160 mil pessoas assistiam ao vivo a transmissão pela internet. Poucos segundos após ser publicado, o vídeo rendeu mais de 1,2 milhão de acessos no Youtube.




'Gentleman', a nova música, em coreano, com uma batida Techno e um refrão dizendo "eu sou um cavalheiro de pai e mãe" (em traduções livres), mostra Psy com seus trajes clássicos, sob um ritmo rápido e muito gingado no balanço do quadril.

- “Permita-me descrever como sou. Sou um homem encantador, tenho audácia e humor.” – “Vou te fazer suar. Vou te fazer se molhar. Sabem quem eu sou? O Psy molhadinho.” - Canta o gordinho de olhos puxados de 35 anos.

A canção que já soma mais de 50 milhões de acessos causou reações contraditórias nas redes sociais. Segundo uma pesquisa com 2 mil pessoas feita no Daum.net – um dos principais sites de informação na Coreia do Sul – indicou que 38,9% a classificam como “boa ou muito boa” e 48,3% de “medíocre ou chata”. 



Porém, o cantor já leva o sucesso em seu nome e a recente onda do “Harlem Shake” aumenta ainda mais a expectativa.

Em meio à grande tensão entre as Coreias surge a esperança e o sonho de ver os soldados deixando suas armas para saírem às ruas, com seus cavalos invisíveis, dançando o novo galope coreográfico.

Confira o vídeo:


Fotos: Divulgação
Por William Avila

terça-feira, 9 de abril de 2013

Uma dama aparentemente frágil


“Na política, se você quer que algo seja falado, peça a um homem. Se quer que algo seja feito, peça a uma mulher"
Em 1982, ano em que o Reino Unido venceu a Guerra das Malvinas. Um ano depois, em 1983, com uma oposição rachada, Thatcher se reelegeu premiê, vencendo as eleições. 


Bandeira a meio mastro, em forma de luto pela morte de Thatcher. (Foto: Divulgação)

Se você não tem folego o suficiente, você não deveria começar a assistir “A Dama de Ferro”.
É claro que a trajetória da primeira ministra britânica, foi sim, um bom enredo e fez com que o filme tivesse vida. Mas o que segurou mesmo, durantes suas rápidas 1h45min, foi Meryl Streep. Ele colocou aquela líder mundial, apelidada e conhecida por sua frieza, no papel da mulher mais frágil que se pode ter visto. Deu até para dar aquela enganadinha e sentir um pouco de dó. 

A primeira ministra respondendo perguntas em conferencia com a ONU (Foto: Divulgação)

Margareth Thatcher governou o Reino Unido por 11 anos. Saiu de lá, quando o povo começou a gritar que chega. Chega de impostos, chega de guerra, chega de desemprego. Foi a primeira mulher a governar o parlamento e até então, a única. Chegar aqui, e apontar todos os defeitos de Thatcher seria um erro, porém é inevitável.
Filha de um comerciante entrou cedo na vida politica e destacava-se por ser a mais nova e única mulher candidata. Conservadora, Maggie, batia o pé e decidia o que achava ser o melhor. Até mesmo quando todo mundo achava que a Inglaterra iria perder as Ilhas Malvinas para a Argentina. 

Meryl em cena como Margareth (Foto; Divulgação)
Meryl interpretou Thatcher, perfeitamente. O que rendeu a ela um Oscar de melhor atriz. Mas é preciso também, ovacionar a maquiagem do filme. Que deixou a atriz impecavelmente parecida com a primeira ministra inglesa, e nos fazendo acreditar que Meryl já tenha passado dos 70 anos. 

Meryl divulgando o filme (Foto: Divulgação)

Delirante, frágil, rígida e defensora dos seus ideais, são características super distintas, mas que juntas fizeram com que A Dama de Ferro, se torna-se mais humana e até um pouco mais aceitável. Devemos agradecer quem sabe a Meryl, mas não podemos esquecer que quem nos relatou essa história foi Carol Thatcher, filha de Maggie, que desde de 2001 lida com os devaneios da mãe e mostra que até a mais forte de todas as mulher, pode se tornar frágil e dependente em um piscar de olhos.
Vá em paz Maggie, e agradeça por não ter morrido lavando um xicara de café!

Poster de divulgação do filme vencedor de dois Oscars (Foto: Divulgação)
Por: Camila Paes

Un maetro llamado Chespirito


Em sua irônica tradução castelhana de Shakespeare, Chespirito, ou melhor Roberto Gómez Bolaños, assim como o dito Shakespeare pode ser considerado um poeta. Porém não um poeta dramaturgo, mas sim um mero fenômeno do humor.

Roberto, escritor, publicitário, desenhista, compositor de músicas e letras de canções populares, ator, diretor, produtor e pai de 6 filhos, casado com 
Florinda Meza (dona Florinda do sereado Chaves), nasceu em 21 de Fevereiro de 1929 na Cidade do México, D.F. Sua mãe foi Elsa Bolaños e seu pai foi Francisco Gómez Linares, um pintor, desenhista e ilustrador de diversos jornais na sua época e também o retratista mais cotado da década de 20.

O que poucos sabem é que Roberto Bolaños se formou em engenharia antes de se tornar ator e escritor, mas nunca exerceu. Aos 22 anos dentro de si nasce Chespirito, iniciando como publicitário na empresa publicitária D’Arcy. 


Foi na segunda metade da década de 50 que a atividade de Gómez Bolaños como roteirista se intensificou escrevendo para rádios, programas de TV e cinema. Durante 10 anos roteirizou o programa semanal "Cómicos y canciones", sucesso na época. Entre 1960 e 1965, dois programas disputavam o primeiro e segundo lugar da TV mexicana, e ele escrevia ambos, eram: "Estudio de Pedro Vargas" e o já mencionado "Cómicos y canciones".

No final de 1968, Bolaños foi contratado pela emissora TIM com a proposta de usar em sua programação um espaço de meia hora em cada sábado, nascia assim a carreira de ator para Chespirito com as séries: "Los supergenios de la mesa cuadrada" e "El ciudadano Gómez" 




No ano de 1970 devido ao sucesso, seus programas ganharam mais espaço. A série passa a se chamar "Chespirito", onde entravam diferentes quadros, aí surge o personagem Chapolin Colorado e um ano depois o Chaves do Oito. Ambos personagens tiveram tamanha aceitação que ganharam programas solos logo mais.

Tais programas estão eternizados até hoje, 25 anos de puro sucesso e índices altíssimos de audiência em quase toda a América Latina. Atualmente, a série segue sendo transmitida em toda a América Latina e na Espanha, com seu áudio original, mas também é transmitida em diferentes dublagens em outros idiomas em mais de dez países: os programas de Chespirito pode ser vistos tanto no Brasil, como em Angola. Por isso, talvez, Homer, o personagem da série americana "Os Simpsons", inclui entre seus personagens favoritos o Chapolin Colorado. 




Em 1978, Roberto Gómez Bolaños "Chespirito" produziu, escreveu e atuou no filme "El Chanfle", o mesmo rompeu todos os recordes de bilheteria existentes até essa data no México.

Gómez Bolaños também escreveu roteiros para cinema e telenovelas, assim como uma comédia musical chamada "Títere". Tem, ainda, em seu arquivo teatral, mais seis obras.


Um dom, piadas e bordões que se imortalizaram em meio aos programas que nunca sairão do gosto e da risada popular.





Fotos divulgação
Por: William Avila

sábado, 6 de abril de 2013

A piece of the pi

                     "Um pedaço da torta"


(Foto: Divulgação)


Imagine, Alvin e os Esquilos, sem os esquilos, faria o filme parecer um teatro de fantoches. O Incrivel Hulk, sem o Hulk, faria a gente ver um cara de maio fingir que quebra as coisas durante mais ou menos duas horas. Senhor dos Anéis sem Gollum, nunca seria o filme ganhador de tantos Oscars e Avatar sem os efeitos especiais, seria como uma propaganda de quatro horas de uma operadora telefônica.
Agora imagine em As Aventuras de Pi, sem o tigre.

(Fotos: Divulgação)

Rhythm & Hues, foi a empresa que fez com que todos esses filmes, pudessem ter sido realizados e se tornados sucesso das bilheterias mundiais. Sendo o último, feito 80% apenas de efeitos especiais. Vencedora do Oscar três vezes, em 1995, por Babe, Um Porquinho na Cidade.  Em 2008, por A Bússola de Ouro  e em 2013, por As Aventuras de Pi.
Alguns dias antes, de serem declarados ganhadores de mais um Oscar, a empresa declarou falência e demitiu cerca de 200 funcionários, sem paga-los. Tudo começou, por causa da desvalorização do trabalho desses profissionais. Como a maioria dessas empresas é independente, as produções dos filmes, pagam pouco pelo seu trabalho, desvalorizando a o trabalho e utilizando da melhor tecnologia possível.
(Fotos: Divulgação)

A questão é, sem os efeitos especiais, os filmes hoje em dia não seriam nada. As produções não seriam tão grandiosas e a nossa vontade de assistir, e nossa grande ansiedade pelos blockbusters, não seria tão grande. É uma pena, que esse tipo de arte seja tão desvalorizado, e quem sabe um dia, Hollywood irá valorizar essa trabalho. Mas sabe como é né? Só damos valor quando perdemos. 


(Foto: Divulgação)
Por: Camila Paes

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Aprimorando o cinema

          O cinema nem sempre foi como o conhecemos hoje, ele já passou por muitas mudanças, e muitas idéias foram inventadas para tentar aprimorar essa arte. Algumas sobrevivem até hoje, outras foram riscadas. 

Uma antiga sala de cinema.

          O cinema mudo não era tão mudo assim. Antes do cinema sonoro, criado em 1927, os filmes não tinham diálogo, mas costumavam ganhar uma “trilha sonora” tocada ao vivo por músicos, as vezes, até uma orquestra inteira. Alguns filmes já eram distribuídos com sugestão de partituras.
          Apesar de ser mais usada nos dias de hoje com toda essa tecnologia e grandes efeitos especiais, a técnica 3D é mais antiga do que se pensa. Em 1922 Harry K. Fairall estreou a tecnologia em uma exibição de seu filme, no hotel Ambassador, Los Angeles. Não teve muito sucesso, as poucas cenas 3D não tinham qualidade suficiente para justificar o incomodo de ver o filme todo com óculos bicolores.
         

Uma sessão de filme 3D hoje.

          Em 1959 testaram as cadeiras vibratórias, no filme de mesmo ano Força Diabólica. O filme falava de um parasita que assustava suas vítimas, e em uma das cenas ele atacava os espectadores de um cinema. Para que o publico sentisse “na pele” o tremor, foram gastos 250 mil dólares para adicionar um vibrador as cadeiras nas principais salas dos EUA. As peças foram reaproveitadas de aviões de guerra, em que agitavam a asa, impedindo o acumulo de neve.
          Em 1960, outro mecanismo interessante foi testado, o “Smell-O-Vision”. Era um aparelho que liberava aromas de acordo com o que acontecia na telona. O vilão por exemplo, era sempre identificado por seu hábito de fumar cachimbo.
          Com a chegada da TV, Hollywood precisava de uma nova arma. Daí veio o Cinerama em 1962, uma tela horizontal curva enorme, que recebia três projeções simultâneas. Como cobria até 146° do ângulo de visão do publico (o normal são 110°), era ótima para mostrar vastas paisagens, como em faroestes. Para filmar, era preciso usar três câmeras sincronizadas.
          Para tornar o filme catástrofe ainda mais impressionante, o estúdio Universal criou em 1972 o “Sensurround”. Enormes caixas de som especializadas em vibrações graves, de baixa freqüência. Deu vários problemas: lojas próximas ao cinema reclamavam da vibração nas paredes comuns e houve espectador que até fraturou costela com a tremedeira.
          Popular em salas 3D de parques de diversões, assentos movidos por pistolões eletromagnéticos começaram a ser instalados em cinemas nos EUA em 2009. Graças a uma “faixa de movimento” na película do filme, próxima a faixa de áudio, a empresa responsável promete solavancos em sincronia com a ação na tela. A companhia também vende um modelo para ser usado em casa, no home theater.


Uma moderna sala de cinema.

          Como se pode ver, o cinema é uma arte que sempre se renova, tentando levar a seus telespectador o máximo da magia do cinema

por Caetano Matos. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Cinema, chá e Gandhi

(Foto: Divulgação)
Pensar no cinema, como uma coisa totalmente ocidental, pode ser uma das maiores burradas de sua vida. Além de estar errado, vai soar tão feio nos ouvidos daqueles que conhecem a história da sétima arte, que você vai parecer um desinformado. 

O oriente sabe, e muito bem, fazer filmes. E está aí a Índia para provar isso.

O sétimo maior país em área geográfica, o segundo país mais populoso e a democracia mais populosa do mundo, não vive só de chá e deuses hindus, esse país também vive e respira: Cinema.

O primeiro filme produzido totalmente, dentro do território indiano foi Raja Harishchandra, no ano de 1913. A história era basicamente sobre um rei que em nome de princípios, sacrificou sua família e o reino perante aos deuses, que impressionados com a sua honestidade, devolvem a antiga glória à ele. O filme, em preto e branco e sem sons, foi um grande sucesso, do diretor Dadasaheb Phalke (1870 – 1944). Não foi só para introduzir o cinema no país que Phalke serviu, foi também homenageado e em seu nome é dado para o prêmio do cinema nacional indiano. Por volta de 1920, cerca de 30 filmes por ano, eram produzidos na Índia. Mas apenas em 1931, que o primeiro filme sonoro, foi produzido na terra de Gandhi.

Raja Harishchandra (Foto: Divulgação)

Dadasaheb Phalke (Foto: Divulgação)
Alam Ara do diretor Ardeshir Irani, era a história de um príncipe que se apaixonava por uma cigana, junto com o filme, é lançado a primeira trilha sonora indiana.

Então, surge ai, o termo Bollywood a junção do Bombaim (antigo nome da capital indiana) e Hollywood (capital do cinema na América). Na década de 1950 e 1960, o idealismo indiano e a Índia após a sua independência, buscando por uma sociedade mais justa, tomaram conta das telas nacionais.



Alam Ara (Foto: Divulgação)

O cinema indiano é caracterizado, pela valorização da sua cultura, em geral pelas suas danças e principalmente o constante uso de músicas tradicionais do país, geralmente interpretadas pelos atores dos filmes. 

Os valores tradicionais indianos e o casamento por amor (cerca de 90% da população indiana se casa hoje por casamentos arranjados), também são o foco.



(Foto: Divulgação)


O cinema indiano é divido em seis categorias: O hindi ou também Bollywood, é a maior indústria indiana e é caracterizada como uma violação dos valores culturais indianos e pela sua discussão de temas controversos. Esta é considerada a mais liberal entre as várias indústrias cinematográficas indianas. O cinema Bengali, e os filmes bengalis costumam estar entre os favoritos do júri dos Prémios Nacionais de cinema. O cinema Canará, são filmes mais teatrais. Há também o cinema Malaiala, que são conhecidos pela sua natureza artística e frequentemente figuram na entrega de prémios cinematográficos nacionais. Esta indústria também é conhecida como sendo a mais conservadora da Índia, apesar de ter passado por uma fase liberal nos anos 80. O cinema Marata, que são produzidos filmes como Raja Harishchandra. O cinema Tamil, que em termos de popularidade e lucros, a indústria de cinema Tamil é a terceira, ficando atrás apenas do cinema Hindi e Telugu, no qual é baseada na capital do estado de Andhra Pradesh, Hyderabad (centro-sul da Índia) e é a segunda maior indústria, logo depois do cinema hindi. Este estado também afirma ter o maior estúdio cinematográfico do mundo, o Ramoji Film City

Ramoji City Film (Foto: Divulgação)

Parece que, o que nós consumimos, é apenas a ponta do iceberg, e o cinema indiano é o resto. Mas quem disse que eles precisam de nós? Eles têm se virado muito bem.

(Foto: Divulgação)


Por: Camila Paes

quinta-feira, 21 de março de 2013

Il Divo, um jeito novo de se fazer Ópera


David, Sébastien, Urs e Carlos

Um suíço, um norte-americano, um francês e um espanhol, estas são as nacionalidades de Urs Bühler (tenor dramático), David Miller (tenor lírico), Sébastien Izambard (voz popular) e Carlos Marín (barítono lírico), respectivamente. Grandes artistas que formam o quarteto musical Il Divo.
Tudo começou em 2004 a partir da ideia do britânico Simon Cowell (conhecido no Brasil como um dos jurados do programa 'American Idol'). Segundo Simon a ideia surgiu enquanto assistia a série “The Sopranos” onde no respectivo capítulo a esposa de Tony Soprano, personagem da trama, estava ouvindo Com Te Partiró de Andrea Bochelli. 
Simon Cowell - Idealizador

Ambicioso e visionário Cowell começa uma busca mundial a procura de cantores líricos que estivessem dispostos a mergulhar no projeto então nomeado Il Divo (A Estrela - tradução livre do italiano). No caminho acaba encontrando consolidadas carreiras solo, dentre eles: Urs que cantava na Ópera dos Países Baixos há 7 anos, David que já havia atuado em mais de 40 óperas, Sébastien um cantor popular na França e Carlos cantor de musicais e óperas.


Com sua formação completa o grupo lança os seus três primeiro álbuns: “Il Divo”, “Ancora” e “Siempre”. Reunidos resultaram em incríveis 22 milhões de cópias vendidas, além de 36 primeiros lugares nas paradas de 26 países. Em 2006 junto à cantora Toni Braxton cantam o tema da Copa do Mundo da Alemanha “Times of our lives” e participam da turnê norte americana da cantora Barbara Streisand. Também fazem parceria com Celine Dion na música “I Believe In You” (parte da trilha do filme O Rei Leão). O sucesso só aumenta.


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De sua recente criação aos dias de hoje o grupo soma ao todo sete álbuns, dentre eles um com canções natalinas, e seis DVDs, além é claro de participações em programas de rádio e TV e turnês mundo afora.

Canções com grandiosas melodias, técnica e composição orquestral, onde o segredo se encontra na incrível mistura de música clássica com pop, o que lhes permite explorar e muito a seu potencial vocal, conseguindo assim agradar aos fãs de diferentes gerações e nações.

No Brasil o grupo ficou bastante conhecido pela canção “Regresa A Mi” parte da trilha sonora da novela América, da Rede Globo.

Espetaculares e exuberantes, assim podemos classificar o Il Divo, mais um grupo componente da magnifica arte chamada música.


Foto: Divulgação

por William Avila