terça-feira, 28 de maio de 2013

Cannes

Poster do Festival de 2013 (Foto Divulgaçã)

O Festival de Cannes, teve a sua primeira edição em 1946, e até o ano de 2002, possuía o nome de Festival Internacional du Filme. Ele acontece todos anos, e sempre nos meses de maio, na cidade francesa de Cannes. Em 1948 e 1950, o festival não aconteceu por problemas financeiros, voltando com a todo a sua força em 1951 e nunca mais parou.

No mesmo momento em que acontece o festival acontece o "Mercado do Filme", onde vários contratos milionários são assinados e filmes encontram suas distribuidoras. 
Nesse ano, o filme vencedor (eles recebem o Palma de Ouro, título máximo da premiação) foi o romance homossexual " A Vida de Adele", do diretor tunisiano Abdellatif Kechiche. O filme conta a história da descoberta da homossexualidade por uma garota, que vive uma forte relação com outra mulher.

As protagonistas de "A vida de Adele" e o diretor. (Foto Divulgação)



 O mais crítico dessa escolha, foi o momento escolhido para que esse filme fosse decretado o vencedor. A França passar por uma serie de manifestações contra o casamento gay. Steven Spielberg, um dos jurados do festival, falou sobre o assunto, e disse que a escolha pode não ter tido semelhança com o momento atual no país, mas sim porque o final conta uma linda história de amor, o acabou "seduzindo" os jurados.


Spielberg. (Foto Divulgação)
 Assim se fechou mais um festival, mostrando que não só os americanos possuem o direito de opinar e ganhar severamente  os prêmios cinematográficos. 

Por: Camila Paes

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Coração do Oceano

James Cameron na gravação do naufrágio (Foto: Divulgação)

Acredito que vi Titanic a primeira vez quando tinha cerca de oito anos. Atrasada, claro, porque quando o filme foi lançado, eu tinha apenas três anos.
Cartaz oficial do filme (Foto: Divulgação)
O vi pela primeira vez, acredito eu, porque um primo era viciado no filme, sabia todas as falas de trás para frente, de frente para trás. Ele também tinha um desenho do navio na parede e aquela edição de uma revista que vinham as peças do barco para montar, eu achava um máximo.

Lembrei-me disso, porque o assisti novamente esses dias pelo milésima vez, e aquela sensação de que algo nova vai acontecer e que Jack e Rose vão ser felizes para sempre não muda. O sentimento só muda quando ele afunda no mar gelado, e eu mais uma vez estou com os olhos cheios de lágrimas de decepção. Poxa Rose, não dava para chegar mais para o lado e dar um espacinho para o pobre Jack?

Leornado DiCarpio, Kate Winslet e James Cameron na filmagem de uma  das últimas cenas do filme (Foto: Divulgação)


O filme foi dirigido por James Cameron (o mesmo que criou os homenzinhos azuis do Avatar) e baseado no real naufrágio do RMS Titanic, e o roteiro romanceado da menina rica e comprometida que se apaixona pelo cara pobre, tinha tudo para ser mais um clichê norte-americano, mas passou longe disso.
O diretor e alguns dos Oscars recebidos pelo filme (Foto: Divulgação)

Uma produção estimada em duzentos milhões de dólares, escrito, produzido e dirigido por James Cameron e estrelado por Leornado DiCaprio e Kate Winslet (ambos com 22 anos na época), foi o filme que bateu recorde em audiência e arrecadando cerca de um bilhão de doláres. Vencedor de onze Oscar's, Titanic foi um dos filmes mais populares da história do cinema, trazendo milhões de pessoas ao cinema até os dias de hoje, já que a sua re-edição em 3D foi feita em 2012, e acabou sendo a maior bilheteria da história da China, isso prova que uma boa historia, um ótimo elenco e um diretor incrível podem emocionar o mundo durante anos e anos.

Por: Camila Paes

Celine Dion, cantora que gravou a música tema do filme "My Heart Will Go On", com o colar  tema do filme. (Foto: Divulgação)


Fábrica de sonhos

          Sempre quando me lembro da minha infância me vem a memória Toy Story 2. Das inúmeras, inúmeras, inúmera vezes que o assisti; Do meu grande sonho de infância (ainda é), que era ter um boneco do Xerife Woody; De como eu ficava fascinado em frente a TV enquanto assistia o filme e de como eu odiava o Mineiro. Era realmente incrível como as cenas ficavam na minha cabeça e como esse filme me marcou. Com certeza não fui a única criança (ou adulto) a ficar assim, e se não foi com esse filme, sem dúvida pode ter sido com outro filme da Pixar. Talvez a proposta ou intenção da Pixar seja exatamente essa, impressionar e fascinar as pessoas de todas as idades com a fantasia presente em seus filmes, nos permitindo transitar em uma história totalmente diferente da nossa realidade, nos possibilitando o poder de sonhar acordado. 



          A Pixar surgiu em 1979 como uma divisão da LucasFilm, empresa de George Lucas, e recebeu o nome de Graphics Group. Essa divisão era responsável por desenvolver softwares de computação gráfica. Uma das primeiras empresas a usar seus serviços foi Industrial Light & Magic, que também era de Lucas. Em 1986, George Lucas a vendeu para um visionário do ramo tecnológico: Steve Jobs, co-fundador da Apple Inc., pelo valor de US$ 10 milhões. Jobs mudou o nome da empresa para Pixar, uma mistura da palavra “Pixels” e “Art”. No inicio a Pixar era uma empresa de Hardware, tendo a Pixar Image Computer como seu produto primário e sendo a Disney a principal compradora desse produto. Disney e Pixar viriam mais tarde em conjunto desenvolver o CAPS, um mecanismo que permitia dar cores as animações. Em 1991, Disney e Pixar firmaram um contrato de US$ 26 milhões e começava ai uma parceria que mudaria a história da animação para sempre.
          O primeiro fruto dessa aliança foi Toy Story (1995). Toy Story foi o primeiro filme da história a ser produzido totalmente em computação gráfica, arrecadou US$ 362 milhões de bilheteria mundialmente e ainda recebeu três indicações ao Oscar (Melhor trilha sonora em comédia, melhor roteiro original e melhor canção) e duas indicações ao Globo de Ouro (Melhor filme – comédia ou musical e melhor canção). Em 2006, Walt Disney Company confirmou a compra da Pixar por US$ 7,4 bilhões, e Jobs passou a ser o maior acionista individual da Disney.


         
          A Pixar arrecadou mais de US$ 4 bilhões em bilheterias pelo mundo tornando-a uma dos estúdios cinematográficos mais bem sucedida de todos os tempos. Colecionando premiações e cada vez mais o respeito do grande público, a Pixar merece os aplausos não apenas pela técnica bem feita, mas pelas ideias e histórias cativantes e surpreendentes que divertem um público sem limites de idades. O caso da Pixar é uma verdadeira lição para o mundo dos negócios, pois acreditar na inovação e criatividade pode ser o verdadeiro diferencial entre as empresas obterem sucesso ou fracasso.


por Caetano Matos.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Uma velha juventude em "Somos Tão Jovens"

Filmagem de 'Somos tão jovens' (Foto: Divulgação)

O cara sonhador, excêntrico e sempre jovem, terá sua juventude retratada nas telas dos cinemas brasileiros. A estreia de “Somos Tão Jovens” acontece no dia 03 de maio e conta um pouco da fase de Renato Manfredini Junior, no mito Renato Russo, antes da fama no Legião Urbana.

“O filme não é um docudrama, é ficção. É a minha releitura daquela época para os jovens de hoje”, afirma Antônio Carlos da Fontoura, o veterano diretor do longa-metragem.


A história começa pacata, no fim dos anos 70 em Brasília, em uma apresentação pouco natural da descoberta do punk rock e a formação do Aborto Elétrico, primeiro grupo de Renato. Um pouco antes dessa época o mesmo sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, e vivia numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia.

A princípio as cenas fazem o espectador se envolver pouco no drama do personagem. Cenas como a do protagonista conversando com um colega sobre os Sex Pistols, como em uma tentativa de explicar didaticamente a influência da banda. As discussões com os pais sobre o futuro do filho e a situação do país ou o "nós vamos dominar o mundo" gritado aos companheiros do Aborto Elétrico também são pouco envolventes.

Somente após o relacionamento com Aninha, as brigas que levaram ao rompimento de Fê Lemos do Aborto Elétrico e a descoberta do homossexualismo de Renato, é que o filme ganha folego e ascensão. 




O destaque se dá pela interpretação de Thiago Mendonça (mesmo ator que viveu o Luciano em Dois Filhos de Francisco), que encarna um Renato Russo em uma forma tão intensa, melodramática e inconstante que povoa o imaginário coletivo. “O Renato tinha um pé no caricato que era natural dele. A intenção era humanizá-lo e não retratá-lo de forma mítica”, explica o ator, que teve que aprender a tocar baixo, guitarra e a cantar. A produção do filme diz que voz foi captada ao vivo nas gravações, sem uso posterior de estúdio para os vocais. 

Além de Renato Russo, Outros fenômenos da música brasileira são retratados, como Dinho Ouro Preto e Herbert Vianna.


Confira o Trailer:
Uma época diferente, pós ditadura, em que os jovens batiam no peito em forma de protesto às coisas erradas da sociedade e da nação. A velha juventude, crítica, contrária à "Geração Coca-Cola", que só queria a felicidade e a certeza de que Sol voltaria amanhã mais uma vez.


Somos Tão Jovens: Atores da biografia de Renato Russo mostram que têm música no sangue



foto: divulgação
Por William Avila 

domingo, 21 de abril de 2013

Viagem à lua


          Diferente dos ‘blockbusters’ de hoje em dia, com grandes atores e efeitos especiais, alguns filmes se utilizaram muito menos pra entrar para história. Um deles precisou necessariamente de apenas 13 min., que é o caso de Le Voyage Dans a Lune (Viagem à Lua). 
          Le Voyage Dans a Lune é um filme francês de 1902, considerado o maior sucesso de Georges Méliès. Méliès é tido como o pai dos efeitos especiais e dirigiu mais de 500 curtas.
          O filme foi considerado uma revolução na época por usar técnicas “avançadas” de animação e efeitos especiais e é possivelmente o primeiro filme de ficção científica.


Abaixo o filme completo.





por Caetano Matos.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Dando vida aos desenhos

          Há cerca de mil anos, o árabe Alhazen notou que o cérebro humano é capaz de reter, por um instante, a imagem que os olhos acabaram de ver. Oito séculos depois, o belga Joseph Antoine Plateau construiu um aparelho em que a sucessão rápida de figuras dava a sensação de que elas se mexiam. Nascia assim um dos melhores amigos das crianças e das nem tão crianças assim: o desenho animado. 

          O produtor americano J. Stuart Blackton cria, ainda na era do cinema mudo, a animação de três minutos Humorous Phases of Funny Faces (1906), em que um cartunista desenha rostos que ganham vida. Oito anos depois, Winsor McCay montaria Gertie the Dinosaur, consolidando o nascimento de um novo formato de entretenimento.
          Otto Messmer cria o primeiro astro dos desenhos animados, o Gato Félix. Em Feline Follies e Musical Mews (1919), o personagem se chamava Master Tom. O sucesso fez com que o gato participasse, já com o nome famoso, de uma nova produção no mesmo ano, Adventures of Felix.


Gato Félix, o primeiro astro dos desenhos animados

          Max e Dave Fleischer convidam o cinema a cantar com os personagens da série Song Cartunes (1924). Os espectadores adoram a interação e muitos títulos são lançados, mas a união de som e imagem evolui de fato quatro anos depois, com o clássico Disney O Vapor Willie, terceira aparição de Mickey nas telas.
          Para promover suas músicas, a Warner faz desenhos animados com som. Bosko é o primeiro personagem de Looney Tunes. Depois viriam Gaguinho(1935), Patolino (1937) e Pernalonga (1940), entre outros.

Looney Tunes, astros da Warner

          William Hanna e Joseph Barbera criam a série Tom & Jerry (1940), considerado um dos melhores desenhos já feitos. Desde a estréia em “Puss Gets the Boot”, mais de 150 curtas foram produzidos, mantendo a quase ininterrupta briga de gato e rato que influenciou muitos outros títulos.

Tom & Jerry, um dos maiores clássicos dos desenhos animados

          Hanna e Barbera, já donos de seu próprio estúdio, criam a primeira série animada a fazer sucesso no horário nobre da TV americana. Os Flintstones (1960), trama de uma família da Idade da Pedra, conquistam o público com personagens carismáticos e piadas sobre as modernas “máquinas” da época.

          Com a animação digital Luxo Jr., a Pixar inicia o que muitos consideram a evolução natural da forma de se fazerem desenhos. A luminária se torna logotipo da empresa, que criaria Toy Story (1995) e Procurando Nemo (2003), entre outros sucessos.

Luxo Jr., o pioneiro do novo estilo de desenho

          Em 1987 Matt Groening cria para o Programa The Tracey Ullman Show vinhetas com uma família amarela e esquisita. Dois anos depois, Os Simpsons ganham sua própria atração e iniciam uma carreira de enorme sucesso, que inclui 27 prêmios Emmy em suas 24 temporadas ininterruptas apresentadas na TV.

Os Simpsons

          Estréia nos cinemas a versão dos estúdios Disney de A Bela e a Fera (1991). O filme, baseado na história do príncipe amaldiçoado (terá a aparência de uma fera até aprender a amar e a ser amado), usou técnicas de computador para criar efeitos inéditos. O desenho é até hoje o único que já concorreu ao Oscar de melhor filme.
          O biólogo marinho Stephen Hillenburg cria em 1999 Bob Esponja Calça Quadrada. O desenho vira fenômeno pop e se torna o mais querido entre crianças de 2 e 11 anos. Traduzidas em 25 línguas, as aventuras da esponja de gravata, recheadas de sátiras, agradam também a adultos.

Bob Esponja, um dos atuais fenômenos dessa arte

          Os desenhos animados já existem a mais de um século, animando e divertindo as crianças de todas as idades. A cada ano que se passa é eternizando cada vez mais essa arte tão presente em nossas casas.

por Caetano Matos.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Possível Gangnam Style²?

Gentleman é a promessa de repetir o sucesso de Gangnam Style

Ele marcou época com o seu galope dançante e extravagante fazendo mais de 1 bilhão de pessoas se divertirem imitando, ou tentando imitar, sua esquisita coreografia de "Gangnam Style", consagrada com uma mania internacional. Agora o rapper sul-coreano Psy promete e espera repetir o estrondoso sucesso com um novo single.

Todos os detalhes foram mantidos em segredo até o lançamento na última quinta-feira (11), na Nova Zelândia. Oficialmente a canção foi lançada, com seu clipe e dança, no sábado (13), durante um show lotado, com 50 mil lugares totalmente ocupados no World Cup Stadium, em Seul. Ao mesmo tempo quase 160 mil pessoas assistiam ao vivo a transmissão pela internet. Poucos segundos após ser publicado, o vídeo rendeu mais de 1,2 milhão de acessos no Youtube.




'Gentleman', a nova música, em coreano, com uma batida Techno e um refrão dizendo "eu sou um cavalheiro de pai e mãe" (em traduções livres), mostra Psy com seus trajes clássicos, sob um ritmo rápido e muito gingado no balanço do quadril.

- “Permita-me descrever como sou. Sou um homem encantador, tenho audácia e humor.” – “Vou te fazer suar. Vou te fazer se molhar. Sabem quem eu sou? O Psy molhadinho.” - Canta o gordinho de olhos puxados de 35 anos.

A canção que já soma mais de 50 milhões de acessos causou reações contraditórias nas redes sociais. Segundo uma pesquisa com 2 mil pessoas feita no Daum.net – um dos principais sites de informação na Coreia do Sul – indicou que 38,9% a classificam como “boa ou muito boa” e 48,3% de “medíocre ou chata”. 



Porém, o cantor já leva o sucesso em seu nome e a recente onda do “Harlem Shake” aumenta ainda mais a expectativa.

Em meio à grande tensão entre as Coreias surge a esperança e o sonho de ver os soldados deixando suas armas para saírem às ruas, com seus cavalos invisíveis, dançando o novo galope coreográfico.

Confira o vídeo:


Fotos: Divulgação
Por William Avila