quinta-feira, 25 de abril de 2013

Uma velha juventude em "Somos Tão Jovens"

Filmagem de 'Somos tão jovens' (Foto: Divulgação)

O cara sonhador, excêntrico e sempre jovem, terá sua juventude retratada nas telas dos cinemas brasileiros. A estreia de “Somos Tão Jovens” acontece no dia 03 de maio e conta um pouco da fase de Renato Manfredini Junior, no mito Renato Russo, antes da fama no Legião Urbana.

“O filme não é um docudrama, é ficção. É a minha releitura daquela época para os jovens de hoje”, afirma Antônio Carlos da Fontoura, o veterano diretor do longa-metragem.


A história começa pacata, no fim dos anos 70 em Brasília, em uma apresentação pouco natural da descoberta do punk rock e a formação do Aborto Elétrico, primeiro grupo de Renato. Um pouco antes dessa época o mesmo sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, e vivia numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia.

A princípio as cenas fazem o espectador se envolver pouco no drama do personagem. Cenas como a do protagonista conversando com um colega sobre os Sex Pistols, como em uma tentativa de explicar didaticamente a influência da banda. As discussões com os pais sobre o futuro do filho e a situação do país ou o "nós vamos dominar o mundo" gritado aos companheiros do Aborto Elétrico também são pouco envolventes.

Somente após o relacionamento com Aninha, as brigas que levaram ao rompimento de Fê Lemos do Aborto Elétrico e a descoberta do homossexualismo de Renato, é que o filme ganha folego e ascensão. 




O destaque se dá pela interpretação de Thiago Mendonça (mesmo ator que viveu o Luciano em Dois Filhos de Francisco), que encarna um Renato Russo em uma forma tão intensa, melodramática e inconstante que povoa o imaginário coletivo. “O Renato tinha um pé no caricato que era natural dele. A intenção era humanizá-lo e não retratá-lo de forma mítica”, explica o ator, que teve que aprender a tocar baixo, guitarra e a cantar. A produção do filme diz que voz foi captada ao vivo nas gravações, sem uso posterior de estúdio para os vocais. 

Além de Renato Russo, Outros fenômenos da música brasileira são retratados, como Dinho Ouro Preto e Herbert Vianna.


Confira o Trailer:
Uma época diferente, pós ditadura, em que os jovens batiam no peito em forma de protesto às coisas erradas da sociedade e da nação. A velha juventude, crítica, contrária à "Geração Coca-Cola", que só queria a felicidade e a certeza de que Sol voltaria amanhã mais uma vez.


Somos Tão Jovens: Atores da biografia de Renato Russo mostram que têm música no sangue



foto: divulgação
Por William Avila 

domingo, 21 de abril de 2013

Viagem à lua


          Diferente dos ‘blockbusters’ de hoje em dia, com grandes atores e efeitos especiais, alguns filmes se utilizaram muito menos pra entrar para história. Um deles precisou necessariamente de apenas 13 min., que é o caso de Le Voyage Dans a Lune (Viagem à Lua). 
          Le Voyage Dans a Lune é um filme francês de 1902, considerado o maior sucesso de Georges Méliès. Méliès é tido como o pai dos efeitos especiais e dirigiu mais de 500 curtas.
          O filme foi considerado uma revolução na época por usar técnicas “avançadas” de animação e efeitos especiais e é possivelmente o primeiro filme de ficção científica.


Abaixo o filme completo.





por Caetano Matos.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Dando vida aos desenhos

          Há cerca de mil anos, o árabe Alhazen notou que o cérebro humano é capaz de reter, por um instante, a imagem que os olhos acabaram de ver. Oito séculos depois, o belga Joseph Antoine Plateau construiu um aparelho em que a sucessão rápida de figuras dava a sensação de que elas se mexiam. Nascia assim um dos melhores amigos das crianças e das nem tão crianças assim: o desenho animado. 

          O produtor americano J. Stuart Blackton cria, ainda na era do cinema mudo, a animação de três minutos Humorous Phases of Funny Faces (1906), em que um cartunista desenha rostos que ganham vida. Oito anos depois, Winsor McCay montaria Gertie the Dinosaur, consolidando o nascimento de um novo formato de entretenimento.
          Otto Messmer cria o primeiro astro dos desenhos animados, o Gato Félix. Em Feline Follies e Musical Mews (1919), o personagem se chamava Master Tom. O sucesso fez com que o gato participasse, já com o nome famoso, de uma nova produção no mesmo ano, Adventures of Felix.


Gato Félix, o primeiro astro dos desenhos animados

          Max e Dave Fleischer convidam o cinema a cantar com os personagens da série Song Cartunes (1924). Os espectadores adoram a interação e muitos títulos são lançados, mas a união de som e imagem evolui de fato quatro anos depois, com o clássico Disney O Vapor Willie, terceira aparição de Mickey nas telas.
          Para promover suas músicas, a Warner faz desenhos animados com som. Bosko é o primeiro personagem de Looney Tunes. Depois viriam Gaguinho(1935), Patolino (1937) e Pernalonga (1940), entre outros.

Looney Tunes, astros da Warner

          William Hanna e Joseph Barbera criam a série Tom & Jerry (1940), considerado um dos melhores desenhos já feitos. Desde a estréia em “Puss Gets the Boot”, mais de 150 curtas foram produzidos, mantendo a quase ininterrupta briga de gato e rato que influenciou muitos outros títulos.

Tom & Jerry, um dos maiores clássicos dos desenhos animados

          Hanna e Barbera, já donos de seu próprio estúdio, criam a primeira série animada a fazer sucesso no horário nobre da TV americana. Os Flintstones (1960), trama de uma família da Idade da Pedra, conquistam o público com personagens carismáticos e piadas sobre as modernas “máquinas” da época.

          Com a animação digital Luxo Jr., a Pixar inicia o que muitos consideram a evolução natural da forma de se fazerem desenhos. A luminária se torna logotipo da empresa, que criaria Toy Story (1995) e Procurando Nemo (2003), entre outros sucessos.

Luxo Jr., o pioneiro do novo estilo de desenho

          Em 1987 Matt Groening cria para o Programa The Tracey Ullman Show vinhetas com uma família amarela e esquisita. Dois anos depois, Os Simpsons ganham sua própria atração e iniciam uma carreira de enorme sucesso, que inclui 27 prêmios Emmy em suas 24 temporadas ininterruptas apresentadas na TV.

Os Simpsons

          Estréia nos cinemas a versão dos estúdios Disney de A Bela e a Fera (1991). O filme, baseado na história do príncipe amaldiçoado (terá a aparência de uma fera até aprender a amar e a ser amado), usou técnicas de computador para criar efeitos inéditos. O desenho é até hoje o único que já concorreu ao Oscar de melhor filme.
          O biólogo marinho Stephen Hillenburg cria em 1999 Bob Esponja Calça Quadrada. O desenho vira fenômeno pop e se torna o mais querido entre crianças de 2 e 11 anos. Traduzidas em 25 línguas, as aventuras da esponja de gravata, recheadas de sátiras, agradam também a adultos.

Bob Esponja, um dos atuais fenômenos dessa arte

          Os desenhos animados já existem a mais de um século, animando e divertindo as crianças de todas as idades. A cada ano que se passa é eternizando cada vez mais essa arte tão presente em nossas casas.

por Caetano Matos.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Possível Gangnam Style²?

Gentleman é a promessa de repetir o sucesso de Gangnam Style

Ele marcou época com o seu galope dançante e extravagante fazendo mais de 1 bilhão de pessoas se divertirem imitando, ou tentando imitar, sua esquisita coreografia de "Gangnam Style", consagrada com uma mania internacional. Agora o rapper sul-coreano Psy promete e espera repetir o estrondoso sucesso com um novo single.

Todos os detalhes foram mantidos em segredo até o lançamento na última quinta-feira (11), na Nova Zelândia. Oficialmente a canção foi lançada, com seu clipe e dança, no sábado (13), durante um show lotado, com 50 mil lugares totalmente ocupados no World Cup Stadium, em Seul. Ao mesmo tempo quase 160 mil pessoas assistiam ao vivo a transmissão pela internet. Poucos segundos após ser publicado, o vídeo rendeu mais de 1,2 milhão de acessos no Youtube.




'Gentleman', a nova música, em coreano, com uma batida Techno e um refrão dizendo "eu sou um cavalheiro de pai e mãe" (em traduções livres), mostra Psy com seus trajes clássicos, sob um ritmo rápido e muito gingado no balanço do quadril.

- “Permita-me descrever como sou. Sou um homem encantador, tenho audácia e humor.” – “Vou te fazer suar. Vou te fazer se molhar. Sabem quem eu sou? O Psy molhadinho.” - Canta o gordinho de olhos puxados de 35 anos.

A canção que já soma mais de 50 milhões de acessos causou reações contraditórias nas redes sociais. Segundo uma pesquisa com 2 mil pessoas feita no Daum.net – um dos principais sites de informação na Coreia do Sul – indicou que 38,9% a classificam como “boa ou muito boa” e 48,3% de “medíocre ou chata”. 



Porém, o cantor já leva o sucesso em seu nome e a recente onda do “Harlem Shake” aumenta ainda mais a expectativa.

Em meio à grande tensão entre as Coreias surge a esperança e o sonho de ver os soldados deixando suas armas para saírem às ruas, com seus cavalos invisíveis, dançando o novo galope coreográfico.

Confira o vídeo:


Fotos: Divulgação
Por William Avila

terça-feira, 9 de abril de 2013

Uma dama aparentemente frágil


“Na política, se você quer que algo seja falado, peça a um homem. Se quer que algo seja feito, peça a uma mulher"
Em 1982, ano em que o Reino Unido venceu a Guerra das Malvinas. Um ano depois, em 1983, com uma oposição rachada, Thatcher se reelegeu premiê, vencendo as eleições. 


Bandeira a meio mastro, em forma de luto pela morte de Thatcher. (Foto: Divulgação)

Se você não tem folego o suficiente, você não deveria começar a assistir “A Dama de Ferro”.
É claro que a trajetória da primeira ministra britânica, foi sim, um bom enredo e fez com que o filme tivesse vida. Mas o que segurou mesmo, durantes suas rápidas 1h45min, foi Meryl Streep. Ele colocou aquela líder mundial, apelidada e conhecida por sua frieza, no papel da mulher mais frágil que se pode ter visto. Deu até para dar aquela enganadinha e sentir um pouco de dó. 

A primeira ministra respondendo perguntas em conferencia com a ONU (Foto: Divulgação)

Margareth Thatcher governou o Reino Unido por 11 anos. Saiu de lá, quando o povo começou a gritar que chega. Chega de impostos, chega de guerra, chega de desemprego. Foi a primeira mulher a governar o parlamento e até então, a única. Chegar aqui, e apontar todos os defeitos de Thatcher seria um erro, porém é inevitável.
Filha de um comerciante entrou cedo na vida politica e destacava-se por ser a mais nova e única mulher candidata. Conservadora, Maggie, batia o pé e decidia o que achava ser o melhor. Até mesmo quando todo mundo achava que a Inglaterra iria perder as Ilhas Malvinas para a Argentina. 

Meryl em cena como Margareth (Foto; Divulgação)
Meryl interpretou Thatcher, perfeitamente. O que rendeu a ela um Oscar de melhor atriz. Mas é preciso também, ovacionar a maquiagem do filme. Que deixou a atriz impecavelmente parecida com a primeira ministra inglesa, e nos fazendo acreditar que Meryl já tenha passado dos 70 anos. 

Meryl divulgando o filme (Foto: Divulgação)

Delirante, frágil, rígida e defensora dos seus ideais, são características super distintas, mas que juntas fizeram com que A Dama de Ferro, se torna-se mais humana e até um pouco mais aceitável. Devemos agradecer quem sabe a Meryl, mas não podemos esquecer que quem nos relatou essa história foi Carol Thatcher, filha de Maggie, que desde de 2001 lida com os devaneios da mãe e mostra que até a mais forte de todas as mulher, pode se tornar frágil e dependente em um piscar de olhos.
Vá em paz Maggie, e agradeça por não ter morrido lavando um xicara de café!

Poster de divulgação do filme vencedor de dois Oscars (Foto: Divulgação)
Por: Camila Paes

Un maetro llamado Chespirito


Em sua irônica tradução castelhana de Shakespeare, Chespirito, ou melhor Roberto Gómez Bolaños, assim como o dito Shakespeare pode ser considerado um poeta. Porém não um poeta dramaturgo, mas sim um mero fenômeno do humor.

Roberto, escritor, publicitário, desenhista, compositor de músicas e letras de canções populares, ator, diretor, produtor e pai de 6 filhos, casado com 
Florinda Meza (dona Florinda do sereado Chaves), nasceu em 21 de Fevereiro de 1929 na Cidade do México, D.F. Sua mãe foi Elsa Bolaños e seu pai foi Francisco Gómez Linares, um pintor, desenhista e ilustrador de diversos jornais na sua época e também o retratista mais cotado da década de 20.

O que poucos sabem é que Roberto Bolaños se formou em engenharia antes de se tornar ator e escritor, mas nunca exerceu. Aos 22 anos dentro de si nasce Chespirito, iniciando como publicitário na empresa publicitária D’Arcy. 


Foi na segunda metade da década de 50 que a atividade de Gómez Bolaños como roteirista se intensificou escrevendo para rádios, programas de TV e cinema. Durante 10 anos roteirizou o programa semanal "Cómicos y canciones", sucesso na época. Entre 1960 e 1965, dois programas disputavam o primeiro e segundo lugar da TV mexicana, e ele escrevia ambos, eram: "Estudio de Pedro Vargas" e o já mencionado "Cómicos y canciones".

No final de 1968, Bolaños foi contratado pela emissora TIM com a proposta de usar em sua programação um espaço de meia hora em cada sábado, nascia assim a carreira de ator para Chespirito com as séries: "Los supergenios de la mesa cuadrada" e "El ciudadano Gómez" 




No ano de 1970 devido ao sucesso, seus programas ganharam mais espaço. A série passa a se chamar "Chespirito", onde entravam diferentes quadros, aí surge o personagem Chapolin Colorado e um ano depois o Chaves do Oito. Ambos personagens tiveram tamanha aceitação que ganharam programas solos logo mais.

Tais programas estão eternizados até hoje, 25 anos de puro sucesso e índices altíssimos de audiência em quase toda a América Latina. Atualmente, a série segue sendo transmitida em toda a América Latina e na Espanha, com seu áudio original, mas também é transmitida em diferentes dublagens em outros idiomas em mais de dez países: os programas de Chespirito pode ser vistos tanto no Brasil, como em Angola. Por isso, talvez, Homer, o personagem da série americana "Os Simpsons", inclui entre seus personagens favoritos o Chapolin Colorado. 




Em 1978, Roberto Gómez Bolaños "Chespirito" produziu, escreveu e atuou no filme "El Chanfle", o mesmo rompeu todos os recordes de bilheteria existentes até essa data no México.

Gómez Bolaños também escreveu roteiros para cinema e telenovelas, assim como uma comédia musical chamada "Títere". Tem, ainda, em seu arquivo teatral, mais seis obras.


Um dom, piadas e bordões que se imortalizaram em meio aos programas que nunca sairão do gosto e da risada popular.





Fotos divulgação
Por: William Avila

sábado, 6 de abril de 2013

A piece of the pi

                     "Um pedaço da torta"


(Foto: Divulgação)


Imagine, Alvin e os Esquilos, sem os esquilos, faria o filme parecer um teatro de fantoches. O Incrivel Hulk, sem o Hulk, faria a gente ver um cara de maio fingir que quebra as coisas durante mais ou menos duas horas. Senhor dos Anéis sem Gollum, nunca seria o filme ganhador de tantos Oscars e Avatar sem os efeitos especiais, seria como uma propaganda de quatro horas de uma operadora telefônica.
Agora imagine em As Aventuras de Pi, sem o tigre.

(Fotos: Divulgação)

Rhythm & Hues, foi a empresa que fez com que todos esses filmes, pudessem ter sido realizados e se tornados sucesso das bilheterias mundiais. Sendo o último, feito 80% apenas de efeitos especiais. Vencedora do Oscar três vezes, em 1995, por Babe, Um Porquinho na Cidade.  Em 2008, por A Bússola de Ouro  e em 2013, por As Aventuras de Pi.
Alguns dias antes, de serem declarados ganhadores de mais um Oscar, a empresa declarou falência e demitiu cerca de 200 funcionários, sem paga-los. Tudo começou, por causa da desvalorização do trabalho desses profissionais. Como a maioria dessas empresas é independente, as produções dos filmes, pagam pouco pelo seu trabalho, desvalorizando a o trabalho e utilizando da melhor tecnologia possível.
(Fotos: Divulgação)

A questão é, sem os efeitos especiais, os filmes hoje em dia não seriam nada. As produções não seriam tão grandiosas e a nossa vontade de assistir, e nossa grande ansiedade pelos blockbusters, não seria tão grande. É uma pena, que esse tipo de arte seja tão desvalorizado, e quem sabe um dia, Hollywood irá valorizar essa trabalho. Mas sabe como é né? Só damos valor quando perdemos. 


(Foto: Divulgação)
Por: Camila Paes

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Aprimorando o cinema

          O cinema nem sempre foi como o conhecemos hoje, ele já passou por muitas mudanças, e muitas idéias foram inventadas para tentar aprimorar essa arte. Algumas sobrevivem até hoje, outras foram riscadas. 

Uma antiga sala de cinema.

          O cinema mudo não era tão mudo assim. Antes do cinema sonoro, criado em 1927, os filmes não tinham diálogo, mas costumavam ganhar uma “trilha sonora” tocada ao vivo por músicos, as vezes, até uma orquestra inteira. Alguns filmes já eram distribuídos com sugestão de partituras.
          Apesar de ser mais usada nos dias de hoje com toda essa tecnologia e grandes efeitos especiais, a técnica 3D é mais antiga do que se pensa. Em 1922 Harry K. Fairall estreou a tecnologia em uma exibição de seu filme, no hotel Ambassador, Los Angeles. Não teve muito sucesso, as poucas cenas 3D não tinham qualidade suficiente para justificar o incomodo de ver o filme todo com óculos bicolores.
         

Uma sessão de filme 3D hoje.

          Em 1959 testaram as cadeiras vibratórias, no filme de mesmo ano Força Diabólica. O filme falava de um parasita que assustava suas vítimas, e em uma das cenas ele atacava os espectadores de um cinema. Para que o publico sentisse “na pele” o tremor, foram gastos 250 mil dólares para adicionar um vibrador as cadeiras nas principais salas dos EUA. As peças foram reaproveitadas de aviões de guerra, em que agitavam a asa, impedindo o acumulo de neve.
          Em 1960, outro mecanismo interessante foi testado, o “Smell-O-Vision”. Era um aparelho que liberava aromas de acordo com o que acontecia na telona. O vilão por exemplo, era sempre identificado por seu hábito de fumar cachimbo.
          Com a chegada da TV, Hollywood precisava de uma nova arma. Daí veio o Cinerama em 1962, uma tela horizontal curva enorme, que recebia três projeções simultâneas. Como cobria até 146° do ângulo de visão do publico (o normal são 110°), era ótima para mostrar vastas paisagens, como em faroestes. Para filmar, era preciso usar três câmeras sincronizadas.
          Para tornar o filme catástrofe ainda mais impressionante, o estúdio Universal criou em 1972 o “Sensurround”. Enormes caixas de som especializadas em vibrações graves, de baixa freqüência. Deu vários problemas: lojas próximas ao cinema reclamavam da vibração nas paredes comuns e houve espectador que até fraturou costela com a tremedeira.
          Popular em salas 3D de parques de diversões, assentos movidos por pistolões eletromagnéticos começaram a ser instalados em cinemas nos EUA em 2009. Graças a uma “faixa de movimento” na película do filme, próxima a faixa de áudio, a empresa responsável promete solavancos em sincronia com a ação na tela. A companhia também vende um modelo para ser usado em casa, no home theater.


Uma moderna sala de cinema.

          Como se pode ver, o cinema é uma arte que sempre se renova, tentando levar a seus telespectador o máximo da magia do cinema

por Caetano Matos.