sexta-feira, 5 de abril de 2013

Aprimorando o cinema

          O cinema nem sempre foi como o conhecemos hoje, ele já passou por muitas mudanças, e muitas idéias foram inventadas para tentar aprimorar essa arte. Algumas sobrevivem até hoje, outras foram riscadas. 

Uma antiga sala de cinema.

          O cinema mudo não era tão mudo assim. Antes do cinema sonoro, criado em 1927, os filmes não tinham diálogo, mas costumavam ganhar uma “trilha sonora” tocada ao vivo por músicos, as vezes, até uma orquestra inteira. Alguns filmes já eram distribuídos com sugestão de partituras.
          Apesar de ser mais usada nos dias de hoje com toda essa tecnologia e grandes efeitos especiais, a técnica 3D é mais antiga do que se pensa. Em 1922 Harry K. Fairall estreou a tecnologia em uma exibição de seu filme, no hotel Ambassador, Los Angeles. Não teve muito sucesso, as poucas cenas 3D não tinham qualidade suficiente para justificar o incomodo de ver o filme todo com óculos bicolores.
         

Uma sessão de filme 3D hoje.

          Em 1959 testaram as cadeiras vibratórias, no filme de mesmo ano Força Diabólica. O filme falava de um parasita que assustava suas vítimas, e em uma das cenas ele atacava os espectadores de um cinema. Para que o publico sentisse “na pele” o tremor, foram gastos 250 mil dólares para adicionar um vibrador as cadeiras nas principais salas dos EUA. As peças foram reaproveitadas de aviões de guerra, em que agitavam a asa, impedindo o acumulo de neve.
          Em 1960, outro mecanismo interessante foi testado, o “Smell-O-Vision”. Era um aparelho que liberava aromas de acordo com o que acontecia na telona. O vilão por exemplo, era sempre identificado por seu hábito de fumar cachimbo.
          Com a chegada da TV, Hollywood precisava de uma nova arma. Daí veio o Cinerama em 1962, uma tela horizontal curva enorme, que recebia três projeções simultâneas. Como cobria até 146° do ângulo de visão do publico (o normal são 110°), era ótima para mostrar vastas paisagens, como em faroestes. Para filmar, era preciso usar três câmeras sincronizadas.
          Para tornar o filme catástrofe ainda mais impressionante, o estúdio Universal criou em 1972 o “Sensurround”. Enormes caixas de som especializadas em vibrações graves, de baixa freqüência. Deu vários problemas: lojas próximas ao cinema reclamavam da vibração nas paredes comuns e houve espectador que até fraturou costela com a tremedeira.
          Popular em salas 3D de parques de diversões, assentos movidos por pistolões eletromagnéticos começaram a ser instalados em cinemas nos EUA em 2009. Graças a uma “faixa de movimento” na película do filme, próxima a faixa de áudio, a empresa responsável promete solavancos em sincronia com a ação na tela. A companhia também vende um modelo para ser usado em casa, no home theater.


Uma moderna sala de cinema.

          Como se pode ver, o cinema é uma arte que sempre se renova, tentando levar a seus telespectador o máximo da magia do cinema

por Caetano Matos. 

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