terça-feira, 9 de abril de 2013

Uma dama aparentemente frágil


“Na política, se você quer que algo seja falado, peça a um homem. Se quer que algo seja feito, peça a uma mulher"
Em 1982, ano em que o Reino Unido venceu a Guerra das Malvinas. Um ano depois, em 1983, com uma oposição rachada, Thatcher se reelegeu premiê, vencendo as eleições. 


Bandeira a meio mastro, em forma de luto pela morte de Thatcher. (Foto: Divulgação)

Se você não tem folego o suficiente, você não deveria começar a assistir “A Dama de Ferro”.
É claro que a trajetória da primeira ministra britânica, foi sim, um bom enredo e fez com que o filme tivesse vida. Mas o que segurou mesmo, durantes suas rápidas 1h45min, foi Meryl Streep. Ele colocou aquela líder mundial, apelidada e conhecida por sua frieza, no papel da mulher mais frágil que se pode ter visto. Deu até para dar aquela enganadinha e sentir um pouco de dó. 

A primeira ministra respondendo perguntas em conferencia com a ONU (Foto: Divulgação)

Margareth Thatcher governou o Reino Unido por 11 anos. Saiu de lá, quando o povo começou a gritar que chega. Chega de impostos, chega de guerra, chega de desemprego. Foi a primeira mulher a governar o parlamento e até então, a única. Chegar aqui, e apontar todos os defeitos de Thatcher seria um erro, porém é inevitável.
Filha de um comerciante entrou cedo na vida politica e destacava-se por ser a mais nova e única mulher candidata. Conservadora, Maggie, batia o pé e decidia o que achava ser o melhor. Até mesmo quando todo mundo achava que a Inglaterra iria perder as Ilhas Malvinas para a Argentina. 

Meryl em cena como Margareth (Foto; Divulgação)
Meryl interpretou Thatcher, perfeitamente. O que rendeu a ela um Oscar de melhor atriz. Mas é preciso também, ovacionar a maquiagem do filme. Que deixou a atriz impecavelmente parecida com a primeira ministra inglesa, e nos fazendo acreditar que Meryl já tenha passado dos 70 anos. 

Meryl divulgando o filme (Foto: Divulgação)

Delirante, frágil, rígida e defensora dos seus ideais, são características super distintas, mas que juntas fizeram com que A Dama de Ferro, se torna-se mais humana e até um pouco mais aceitável. Devemos agradecer quem sabe a Meryl, mas não podemos esquecer que quem nos relatou essa história foi Carol Thatcher, filha de Maggie, que desde de 2001 lida com os devaneios da mãe e mostra que até a mais forte de todas as mulher, pode se tornar frágil e dependente em um piscar de olhos.
Vá em paz Maggie, e agradeça por não ter morrido lavando um xicara de café!

Poster de divulgação do filme vencedor de dois Oscars (Foto: Divulgação)
Por: Camila Paes

Um comentário:

Thrym disse...

fico muito bom, ficou bem completinho, parabéns *o*

Postar um comentário