quinta-feira, 28 de março de 2013

Cinema, chá e Gandhi

(Foto: Divulgação)
Pensar no cinema, como uma coisa totalmente ocidental, pode ser uma das maiores burradas de sua vida. Além de estar errado, vai soar tão feio nos ouvidos daqueles que conhecem a história da sétima arte, que você vai parecer um desinformado. 

O oriente sabe, e muito bem, fazer filmes. E está aí a Índia para provar isso.

O sétimo maior país em área geográfica, o segundo país mais populoso e a democracia mais populosa do mundo, não vive só de chá e deuses hindus, esse país também vive e respira: Cinema.

O primeiro filme produzido totalmente, dentro do território indiano foi Raja Harishchandra, no ano de 1913. A história era basicamente sobre um rei que em nome de princípios, sacrificou sua família e o reino perante aos deuses, que impressionados com a sua honestidade, devolvem a antiga glória à ele. O filme, em preto e branco e sem sons, foi um grande sucesso, do diretor Dadasaheb Phalke (1870 – 1944). Não foi só para introduzir o cinema no país que Phalke serviu, foi também homenageado e em seu nome é dado para o prêmio do cinema nacional indiano. Por volta de 1920, cerca de 30 filmes por ano, eram produzidos na Índia. Mas apenas em 1931, que o primeiro filme sonoro, foi produzido na terra de Gandhi.

Raja Harishchandra (Foto: Divulgação)

Dadasaheb Phalke (Foto: Divulgação)
Alam Ara do diretor Ardeshir Irani, era a história de um príncipe que se apaixonava por uma cigana, junto com o filme, é lançado a primeira trilha sonora indiana.

Então, surge ai, o termo Bollywood a junção do Bombaim (antigo nome da capital indiana) e Hollywood (capital do cinema na América). Na década de 1950 e 1960, o idealismo indiano e a Índia após a sua independência, buscando por uma sociedade mais justa, tomaram conta das telas nacionais.



Alam Ara (Foto: Divulgação)

O cinema indiano é caracterizado, pela valorização da sua cultura, em geral pelas suas danças e principalmente o constante uso de músicas tradicionais do país, geralmente interpretadas pelos atores dos filmes. 

Os valores tradicionais indianos e o casamento por amor (cerca de 90% da população indiana se casa hoje por casamentos arranjados), também são o foco.



(Foto: Divulgação)


O cinema indiano é divido em seis categorias: O hindi ou também Bollywood, é a maior indústria indiana e é caracterizada como uma violação dos valores culturais indianos e pela sua discussão de temas controversos. Esta é considerada a mais liberal entre as várias indústrias cinematográficas indianas. O cinema Bengali, e os filmes bengalis costumam estar entre os favoritos do júri dos Prémios Nacionais de cinema. O cinema Canará, são filmes mais teatrais. Há também o cinema Malaiala, que são conhecidos pela sua natureza artística e frequentemente figuram na entrega de prémios cinematográficos nacionais. Esta indústria também é conhecida como sendo a mais conservadora da Índia, apesar de ter passado por uma fase liberal nos anos 80. O cinema Marata, que são produzidos filmes como Raja Harishchandra. O cinema Tamil, que em termos de popularidade e lucros, a indústria de cinema Tamil é a terceira, ficando atrás apenas do cinema Hindi e Telugu, no qual é baseada na capital do estado de Andhra Pradesh, Hyderabad (centro-sul da Índia) e é a segunda maior indústria, logo depois do cinema hindi. Este estado também afirma ter o maior estúdio cinematográfico do mundo, o Ramoji Film City

Ramoji City Film (Foto: Divulgação)

Parece que, o que nós consumimos, é apenas a ponta do iceberg, e o cinema indiano é o resto. Mas quem disse que eles precisam de nós? Eles têm se virado muito bem.

(Foto: Divulgação)


Por: Camila Paes

quinta-feira, 21 de março de 2013

Il Divo, um jeito novo de se fazer Ópera


David, Sébastien, Urs e Carlos

Um suíço, um norte-americano, um francês e um espanhol, estas são as nacionalidades de Urs Bühler (tenor dramático), David Miller (tenor lírico), Sébastien Izambard (voz popular) e Carlos Marín (barítono lírico), respectivamente. Grandes artistas que formam o quarteto musical Il Divo.
Tudo começou em 2004 a partir da ideia do britânico Simon Cowell (conhecido no Brasil como um dos jurados do programa 'American Idol'). Segundo Simon a ideia surgiu enquanto assistia a série “The Sopranos” onde no respectivo capítulo a esposa de Tony Soprano, personagem da trama, estava ouvindo Com Te Partiró de Andrea Bochelli. 
Simon Cowell - Idealizador

Ambicioso e visionário Cowell começa uma busca mundial a procura de cantores líricos que estivessem dispostos a mergulhar no projeto então nomeado Il Divo (A Estrela - tradução livre do italiano). No caminho acaba encontrando consolidadas carreiras solo, dentre eles: Urs que cantava na Ópera dos Países Baixos há 7 anos, David que já havia atuado em mais de 40 óperas, Sébastien um cantor popular na França e Carlos cantor de musicais e óperas.


Com sua formação completa o grupo lança os seus três primeiro álbuns: “Il Divo”, “Ancora” e “Siempre”. Reunidos resultaram em incríveis 22 milhões de cópias vendidas, além de 36 primeiros lugares nas paradas de 26 países. Em 2006 junto à cantora Toni Braxton cantam o tema da Copa do Mundo da Alemanha “Times of our lives” e participam da turnê norte americana da cantora Barbara Streisand. Também fazem parceria com Celine Dion na música “I Believe In You” (parte da trilha do filme O Rei Leão). O sucesso só aumenta.


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De sua recente criação aos dias de hoje o grupo soma ao todo sete álbuns, dentre eles um com canções natalinas, e seis DVDs, além é claro de participações em programas de rádio e TV e turnês mundo afora.

Canções com grandiosas melodias, técnica e composição orquestral, onde o segredo se encontra na incrível mistura de música clássica com pop, o que lhes permite explorar e muito a seu potencial vocal, conseguindo assim agradar aos fãs de diferentes gerações e nações.

No Brasil o grupo ficou bastante conhecido pela canção “Regresa A Mi” parte da trilha sonora da novela América, da Rede Globo.

Espetaculares e exuberantes, assim podemos classificar o Il Divo, mais um grupo componente da magnifica arte chamada música.


Foto: Divulgação

por William Avila 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Mestre do suspense


O mestre do suspense. É assim que Alfred Hitchcock, ou Hitch, é conhecido. É considerado um dos maiores gênios da história do cinema, com filmes que envolviam e surpreendiam o público com seu enredo bem elaborado e suas técnicas inovadoras. Criativo e inovador, não tinha medo de arriscar. Apesar de sua morte em 1980 suas obras, devido ao seu brilhantismo, permanecem vivas até hoje.

Hitchcock nasceu em 13 de agosto de 1899, em Londres, Inglaterra. Teve uma rígida criação católica, o que acabou implicando em sua curiosa obsessão por assassinato. Na infância desenvolveu uma fobia de policiais, por ter ficado de castigo alguns minutos em uma prisão onde seu pai era amigo do delegado, ironicamente acrescenta policiais em praticamente todos seus filmes.


Em 1919, com apenas 20 anos, conseguiu seu primeiro emprego no ramo cinematográfico, nos estúdios Players-Lasky, onde trabalhava com interlúdios dos títulos nos filmes. Nesse trabalho Hitchcock aprendeu a elaborar roteiros, editar e diversas outras técnicas usadas em filmes. Começou a escrever roteiros em 1923, mas seu primeiro filme saiu em 1925, The Pleasure Garden. Já em seu terceiro filme, The Lodger (1926), Hitchcok começou a nos encantar com seu jeito peculiar de fazer suspense. Dirigiu filmes britânicos até 1939 quando se mudou para os EUA por ter sido contratado por David O. Selznick (produtor de E o Vento Levou e Começou em Napoles). Foi desse contrato que saiu um de seus maiores sucessos, Rebecca (1960), que acabou levando o Oscar de melhor filme. Alem de uma excelente história, Hitch demonstrou sua genialidade utilizando técnicas avançadas e cheia de recursos, como na abertura: longos planos sequentes, efeitos de luz e fumaça, “preparando” o público para o que viria a seguir.

Rope (1948) foi um de seus filmes mais complexos e ousados. Para não ter uma produção muito cara, foram usados cenários móveis, e foi gravada em apenas 8 cortes, obrigando suas cenas serem ensaiadas diversas vezes.
Em 1955 ganha seu próprio programa de TV, aumentando ainda mais sua popularidade.“Alfred Hitchcock Presentes” era um programa onde eram apresentados quadros policiais. Durou até 1961.
Assim como Da Vinci tem Mona Lisa, Beethoven a Nona Sinfonia e Miguel Ângelo a estátua de David, Hitchcock também teve sua obra-prima: Psycho (Psicose, 1960). Seu maior clássico. Foi escolhido como o 11º melhor filme de todos os tempos e o melhor do gênero horror pela revista Entertainment Weekly. O filme foi eleito o 18º melhor de todos os tempos pelo AFI (Instituto Americano de Cinema). No site Rotten Tomatoes, que reúne críticas de cinema do mundo inteiro, Psicose quase atingiu a perfeição: ganhou 99% de aprovação. 

Nesse filme quebrou todas as “normas” do cinema. Além de rodá-lo com um orçamento baixo, mostrou pela primeira na história do cinema a imagem de um vaso sanitário (proibido na época pela censura); o filmou em preto e branco, apesar de já existir cores na época; escondeu a forte sexualidade presente no filme. Como de costume em seus filmes, Psycho contava com uma excelente história. A cena da mulher assassinada no chuveiro é uma das mais clássicas já vista.
A famosa cena do chuveiro em Psicose (1960)

Não só de suspense viveu Hitchcock, na década de 40 ele passeou por outros gêneros, como a comédia em Mr. & Mrs. Smith (1941) e ficção sobre leis em The Paradise Case (1947). Encerrou sua carreira com Family Plot (1976). Morreu no dia 29 de abril de 1980 por insuficiência renal.


Hitchcock era muito peculiar na maneira que tratava seus atores, sempre se referia a eles como seu “gado”. Seu respeito dentro do cinema era tanto que ninguém ousava abrir a boca durante suas gravações. Com todo esse sangue e suspense ao seu redor, é difícil acreditar que era na verdade um homem caseiro que amava sua família alem de um excelente cozinheiro. Nunca recebeu um Oscar de melhor diretor, considerado um absurdo. Apesar de faltar um Oscar no seu currículo, isso não tira o seu mérito de contribuição para a historia do cinema, com filmes simplesmente brilhantes que impressionava e aguçava a imaginação do público. Nada de surpreendente para um mestre do suspense. 

Hitchcock em uma de suas poses mais excêntricas 

Foto: Divulgação

por Caetano Matos.



terça-feira, 19 de março de 2013

Premiando a sétima arte

A estatueta, feita de estanho e folheada a ouro. 
         
No ultimo dia 24, foi realizado em Los Angeles, Califórnia, a 85ª cerimônia de premiação do Oscar. Evento que consagra os profissionais da indústria cinematográfica, concedida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anualmente, premiando os melhores do ano anterior. Alem de premiar os destaques da sétima arte, a cerimônia também é marcada pela elegância, charme e pelo sensacionalismo, atraindo os holofotes e gerando grande audiência no mundo todo.

Louis B. Mayer, um dos fundadores da MGM, em 11 de maio de 1927 fundou a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Academy Awards) visando avaliar o desempenho dos profissionais do cinema no cenário norte americano. A primeira cerimônia de entregas ocorreu em 16 de maio de 1929, voltada para os filmes de 1927 e 1928. Wings (1927), de William A. Wellman foi o primeiro filme a ganhar na categoria de melhor filme. A premiação acabou abrindo caminho para a criação de outras premiações: Grammy, Emmy e Globo de Ouro. Com o renome internacional do evento, em 1948 a academia passou a premiar filmes estrangeiros. O primeiro filme a ganhar nessa categoria foi Sciuscia (1946), filme italiano de Vittorio De Sica. A ideia central era avaliar não apenas o filme em si, mas sim o conjunto da obra, elaborando assim diversas categorias, desde o roteiro até os figurinistas. A votação é feita por mais de 5800 membros da academia, de diversas nacionalidades, onde escolhem  cinco finalistas de cada item, cada um votando em sua categoria, e depois de escolhido os finalistas, todos os membros votam.


Wings (1927) primeiro ganhador do Oscar de melhor filme
         
No Oscar desse ano, a atriz mirim
Quvenzhané Wallis surpreendeu a todos ao concorrer ao premio de melhor atriz com apenas 9 anos de idade. Argo, dirigido por Bem Affleck levou a estatueta de melhor filme. O ator Daniel Day Lewis por levar o seu terceiro Oscar na carreira, é o recordista na categoria de melhor ator.



Ben Affleck erguendo a estatueta de Melhor Filme
         
Hoje em dia a cerimônia é um verdadeiro evento de gala, com convidados de renome e verdadeiros shows musicais durante a entrega dos prêmios. Com todo o glamour que se tem direito para (tentar) premiar a magia do cinema a altura.



Foto: Divulgação

por Caetano Matos.

Argo fuck yourself



A história do filme Argo – vencedor do Oscar 2013 de melhor filme – começa exatamente no dia 4 de novembro de 1979. Quando manifestantes do Teerã, invadiram a embaixada estadunidense no país, como uma forma de protesto. Eles queriam a “expulsão” do seu xá (titulo para denominar monarquia) que estava exilado nos EUA, para que ele pudesse ser julgado pelas leis do país e assim condenado pelo crime de “ocidentalização” do Teerã. 
A embaixada estava repleta de cidadãos americanos e não americanos. Aqueles que não trabalhavam ali conseguiram fugir em paz, mas os funcionários enfrentaram grandes problemas. Dezenas de pessoas foram mantidas reféns pelos manifestantes, mas apenas, seis delas, conseguiram – por muita sorte – fugir da manifestação. Cora Lijek, Mark Lijek, Joe Stafford, Kathy Stafford, Bob Anders e Lee Schatz, fugiram pelas ruas da capital, abaixo de chuva, a procura de um abrigo seguro. Passaram pela embaixada da Grã Bretanha e várias casas, mas foi mesmo na embaixada do Canadá que foram respirar aliviados.

Ben Affleck - diretor e protagonista do filme -

Amedrontados e sem ter como sair do país, eles recorreram para a ajuda da CIA, que não conseguia achar uma forma de tirar os cidadãos de lá – eles consideraram em tira-los de lá com bicicletas - Foi então que Tony Mendez (personagem interpretado pelo também diretor do filme, Ben Affleck. Que também dirigiu Medo da Verdade 2007 e Atração Perigosa 2010) teve a seguinte ideia: Disfarçar os seis americanos, como produtores, roteiristas, diretor, enfim, em uma equipe a procura de locação para um filme de ficção cientifica, denominado Argo  - o país passava pelo grande estrondo de filmes do mesmo gênero, como Star Wars e Star Trek - 
Com muita dificuldade, Mendez consegue finalmente convencer os seus superiores e começar a operação Argo.


O direito da história  foi comprado originalmente, pelo aclamado ator George Clooney, mas Affleck, foi mesmo o cara que trouxe vida ao projeto.  Depois de várias entrevistas com os personagens reais dessa história, o filme começou a ser rodado em Los Angeles, Virginia e Washington D.C e as partes orientais em Istanbul. Muito próximo da realidade, o filme trás não só uma critica politica, social, mas também uma critica à Hollywood, que vive de ostentação e muitas vezes, de más produções.

Argo tinha tudo para se tornar o filme vencedor. Uma história patriota, com um ator conhecido e trazendo aquela velha magia do cinema, em transformar a realidade em ficção e o mundo muito mais exagerado do que já é.
E ele transformou os ingredientes perfeitos, na receita perfeita para os votos da severa Academia.


Atores em cena em Argo
Os verdadeiros personagens da história

Foto: Divulgação

Por Camila Paes

segunda-feira, 18 de março de 2013

Chaplin X Keaton


Chaplin e Keaton

Quando se fala em cinema mudo, é normal vir à cabeça das pessoas Charlie Chaplin, e somente ele. Chaplin foi o grande nome da comédia e do cinema mudo, atuando, dirigindo, escrevendo, produzindo e financiando seus próprios filmes e por desenvolver inovadoras técnicas. É considerado um dos pais do cinema ao lado dos Irmãos Lumière, George Méliès e D.W. Griffith. Mas o que poucos sabem é que Chaplin teve um “rival” no meio da comédia: Buster Keaton, e junto com Harold Lloyd, os três são considerados os grandes gênios da comédia do cinema mudo. 


Chaplin nasceu em 16 de abril de 1889 em Londres, Inglaterra. Começou sua carreia no teatro, quando criança. Sua maior influência foi Max Linder- ator Francês do cinema mudo- a quem dedicou um de seus filmes. Destacou-se por meio da comédia pastelão e da mímica, e do uso do sentimentalismo. Chaplin começou a produzir longas-metragens a partir de 1923, pela United Artists, sendo daí que sairia seus maiores sucessos que mais tarde tornariam-se clássicos, os principais são: Em busca do Ouro (considerado pelo próprio como seu melhor filme), Tempos Modernos, O Grande Ditador (seu primeiro filme falado) e Luzes da Ribalta. Como foi pioneiro no meio, Chaplin acabou servindo como influência e inspiração a outros nomes do cinema mudo, como o próprio Buster Keaton.



         
Como a fama e o reconhecimento de Chaplin foram imensa, Keaton acaba ficando de lado, não sendo reconhecido na época e pouco conhecido nos dias de hoje. 
 Buster Keaton foi um grande artista da era do cinema mudo. Contemporâneo de Harold Lloyd e Chaplin, alguns adentram na discussão de quem seria o melhor.
         
Buster Keaton é nome artístico de Joseph Frank Keaton Jr., receberia o apelido “Buster” (o destruidor) na infância devido a sua grande agilidade física. Nasceu em 4 de outubro de 1895, Piqua, EUA. Nasceu na época do Vaudeville, um gênero de entretenimento que era uma mistura de teatro e circo, muito popular nos EUA. Estreou no cinema em 1917, no filme The Butcher Boy, e desde então começou a fazer várias comédias curtas, em que escrevia e dirigia, na década de 20. Tornando-se um dos maiores comediantes da época. Keaton destacou-se pela sua forma física e pelas acrobacias que submetia seu corpo, muitas vezes em cenas de risco, sem dublê. Mas a sua maior marca é a sua expressão facial, imutável, sendo apelidado de “O homem que nunca ri”. Diferenciou-se de Chaplin por deixar de lado a emoção, usando mais o humor físico e o cinismo. Um dos seus maiores erros na carreira foi quando assinou um contrato com a MGM, perdendo então sua liberdade criativa e tendo que ceder as regras da produtora. Começaria a partir daí seu declínio. Acabou ficando apagado na década de 30, fazendo apenas pequenos papéis e algumas pontas em filmes. A chegada do cinema falado tiraria Keaton de cena de vez. Ressurgiu em 1952 atuando ao lado de Chaplin em Luzes da Ribalta, que conta a história de um palhaço em decadência.
 


Seu trabalho só foi reconhecido na década de 60, sendo então considerado a partir daí um dos gênios do cinema mudo. Seu maior filme foi The General, apesar da má bilheteria da época e das críticas negativas, hoje é um considerado um clássico. Keaton morreu no dia 1 de fevereiro de 1966, vitima de câncer no pulmão. 



 
Apesar de a imprensa apelar para o lado da rivalidade, Chaplin e Keaton mantinham mesmo era uma relação de amizade, tanto que Keaton alegava publicamente sua admiração a Chaplin. Cada um a sua maneira contribuiu para a história do cinema. Não da para se dizer com clareza qual dos dois foi melhor, da para afirmar que foram dois gênios na arte da comédia.
 


Quem vence?
Foto: Divulgação

por Caetano Matos.