O mestre do suspense. É assim que Alfred Hitchcock, ou Hitch, é conhecido. É considerado um dos maiores gênios da história do cinema, com filmes que envolviam e surpreendiam o público com seu enredo bem elaborado e suas técnicas inovadoras. Criativo e inovador, não tinha medo de arriscar. Apesar de sua morte em 1980 suas obras, devido ao seu brilhantismo, permanecem vivas até hoje.
Hitchcock nasceu em 13 de agosto de 1899, em Londres, Inglaterra. Teve uma rígida criação católica, o que acabou implicando em sua curiosa obsessão por assassinato. Na infância desenvolveu uma fobia de policiais, por ter ficado de castigo alguns minutos em uma prisão onde seu pai era amigo do delegado, ironicamente acrescenta policiais em praticamente todos seus filmes.
Em 1919, com apenas 20 anos, conseguiu seu primeiro emprego no ramo cinematográfico, nos estúdios Players-Lasky, onde trabalhava com interlúdios dos títulos nos filmes. Nesse trabalho Hitchcock aprendeu a elaborar roteiros, editar e diversas outras técnicas usadas em filmes. Começou a escrever roteiros em 1923, mas seu primeiro filme saiu em 1925, The Pleasure Garden. Já em seu terceiro filme, The Lodger (1926), Hitchcok começou a nos encantar com seu jeito peculiar de fazer suspense. Dirigiu filmes britânicos até 1939 quando se mudou para os EUA por ter sido contratado por David O. Selznick (produtor de E o Vento Levou e Começou em Napoles). Foi desse contrato que saiu um de seus maiores sucessos, Rebecca (1960), que acabou levando o Oscar de melhor filme. Alem de uma excelente história, Hitch demonstrou sua genialidade utilizando técnicas avançadas e cheia de recursos, como na abertura: longos planos sequentes, efeitos de luz e fumaça, “preparando” o público para o que viria a seguir.
Rope (1948) foi um de seus filmes mais complexos e ousados. Para não ter uma produção muito cara, foram usados cenários móveis, e foi gravada em apenas 8 cortes, obrigando suas cenas serem ensaiadas diversas vezes.
Em 1955 ganha seu próprio programa de TV, aumentando ainda mais sua popularidade.“Alfred Hitchcock Presentes” era um programa onde eram apresentados quadros policiais. Durou até 1961.
Assim como Da Vinci tem Mona Lisa, Beethoven a Nona Sinfonia e Miguel Ângelo a estátua de David, Hitchcock também teve sua obra-prima: Psycho (Psicose, 1960). Seu maior clássico. Foi escolhido como o 11º melhor filme de todos os tempos e o melhor do gênero horror pela revista Entertainment Weekly. O filme foi eleito o 18º melhor de todos os tempos pelo AFI (Instituto Americano de Cinema). No site Rotten Tomatoes, que reúne críticas de cinema do mundo inteiro, Psicose quase atingiu a perfeição: ganhou 99% de aprovação.
Nesse filme quebrou todas as “normas” do cinema. Além de rodá-lo com um orçamento baixo, mostrou pela primeira na história do cinema a imagem de um vaso sanitário (proibido na época pela censura); o filmou em preto e branco, apesar de já existir cores na época; escondeu a forte sexualidade presente no filme. Como de costume em seus filmes, Psycho contava com uma excelente história. A cena da mulher assassinada no chuveiro é uma das mais clássicas já vista.
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| A famosa cena do chuveiro em Psicose (1960) |
Não só de suspense viveu Hitchcock, na década de 40 ele passeou por outros gêneros, como a comédia em Mr. & Mrs. Smith (1941) e ficção sobre leis em The Paradise Case (1947). Encerrou sua carreira com Family Plot (1976). Morreu no dia 29 de abril de 1980 por insuficiência renal.
Hitchcock era muito peculiar na maneira que tratava seus atores, sempre se referia a eles como seu “gado”. Seu respeito dentro do cinema era tanto que ninguém ousava abrir a boca durante suas gravações. Com todo esse sangue e suspense ao seu redor, é difícil acreditar que era na verdade um homem caseiro que amava sua família alem de um excelente cozinheiro. Nunca recebeu um Oscar de melhor diretor, considerado um absurdo. Apesar de faltar um Oscar no seu currículo, isso não tira o seu mérito de contribuição para a historia do cinema, com filmes simplesmente brilhantes que impressionava e aguçava a imaginação do público. Nada de surpreendente para um mestre do suspense.
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| Hitchcock em uma de suas poses mais excêntricas |
Foto: Divulgação
por Caetano Matos.



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