segunda-feira, 18 de março de 2013

Chaplin X Keaton


Chaplin e Keaton

Quando se fala em cinema mudo, é normal vir à cabeça das pessoas Charlie Chaplin, e somente ele. Chaplin foi o grande nome da comédia e do cinema mudo, atuando, dirigindo, escrevendo, produzindo e financiando seus próprios filmes e por desenvolver inovadoras técnicas. É considerado um dos pais do cinema ao lado dos Irmãos Lumière, George Méliès e D.W. Griffith. Mas o que poucos sabem é que Chaplin teve um “rival” no meio da comédia: Buster Keaton, e junto com Harold Lloyd, os três são considerados os grandes gênios da comédia do cinema mudo. 


Chaplin nasceu em 16 de abril de 1889 em Londres, Inglaterra. Começou sua carreia no teatro, quando criança. Sua maior influência foi Max Linder- ator Francês do cinema mudo- a quem dedicou um de seus filmes. Destacou-se por meio da comédia pastelão e da mímica, e do uso do sentimentalismo. Chaplin começou a produzir longas-metragens a partir de 1923, pela United Artists, sendo daí que sairia seus maiores sucessos que mais tarde tornariam-se clássicos, os principais são: Em busca do Ouro (considerado pelo próprio como seu melhor filme), Tempos Modernos, O Grande Ditador (seu primeiro filme falado) e Luzes da Ribalta. Como foi pioneiro no meio, Chaplin acabou servindo como influência e inspiração a outros nomes do cinema mudo, como o próprio Buster Keaton.



         
Como a fama e o reconhecimento de Chaplin foram imensa, Keaton acaba ficando de lado, não sendo reconhecido na época e pouco conhecido nos dias de hoje. 
 Buster Keaton foi um grande artista da era do cinema mudo. Contemporâneo de Harold Lloyd e Chaplin, alguns adentram na discussão de quem seria o melhor.
         
Buster Keaton é nome artístico de Joseph Frank Keaton Jr., receberia o apelido “Buster” (o destruidor) na infância devido a sua grande agilidade física. Nasceu em 4 de outubro de 1895, Piqua, EUA. Nasceu na época do Vaudeville, um gênero de entretenimento que era uma mistura de teatro e circo, muito popular nos EUA. Estreou no cinema em 1917, no filme The Butcher Boy, e desde então começou a fazer várias comédias curtas, em que escrevia e dirigia, na década de 20. Tornando-se um dos maiores comediantes da época. Keaton destacou-se pela sua forma física e pelas acrobacias que submetia seu corpo, muitas vezes em cenas de risco, sem dublê. Mas a sua maior marca é a sua expressão facial, imutável, sendo apelidado de “O homem que nunca ri”. Diferenciou-se de Chaplin por deixar de lado a emoção, usando mais o humor físico e o cinismo. Um dos seus maiores erros na carreira foi quando assinou um contrato com a MGM, perdendo então sua liberdade criativa e tendo que ceder as regras da produtora. Começaria a partir daí seu declínio. Acabou ficando apagado na década de 30, fazendo apenas pequenos papéis e algumas pontas em filmes. A chegada do cinema falado tiraria Keaton de cena de vez. Ressurgiu em 1952 atuando ao lado de Chaplin em Luzes da Ribalta, que conta a história de um palhaço em decadência.
 


Seu trabalho só foi reconhecido na década de 60, sendo então considerado a partir daí um dos gênios do cinema mudo. Seu maior filme foi The General, apesar da má bilheteria da época e das críticas negativas, hoje é um considerado um clássico. Keaton morreu no dia 1 de fevereiro de 1966, vitima de câncer no pulmão. 



 
Apesar de a imprensa apelar para o lado da rivalidade, Chaplin e Keaton mantinham mesmo era uma relação de amizade, tanto que Keaton alegava publicamente sua admiração a Chaplin. Cada um a sua maneira contribuiu para a história do cinema. Não da para se dizer com clareza qual dos dois foi melhor, da para afirmar que foram dois gênios na arte da comédia.
 


Quem vence?
Foto: Divulgação

por Caetano Matos.

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