segunda-feira, 13 de maio de 2013

Fábrica de sonhos

          Sempre quando me lembro da minha infância me vem a memória Toy Story 2. Das inúmeras, inúmeras, inúmera vezes que o assisti; Do meu grande sonho de infância (ainda é), que era ter um boneco do Xerife Woody; De como eu ficava fascinado em frente a TV enquanto assistia o filme e de como eu odiava o Mineiro. Era realmente incrível como as cenas ficavam na minha cabeça e como esse filme me marcou. Com certeza não fui a única criança (ou adulto) a ficar assim, e se não foi com esse filme, sem dúvida pode ter sido com outro filme da Pixar. Talvez a proposta ou intenção da Pixar seja exatamente essa, impressionar e fascinar as pessoas de todas as idades com a fantasia presente em seus filmes, nos permitindo transitar em uma história totalmente diferente da nossa realidade, nos possibilitando o poder de sonhar acordado. 



          A Pixar surgiu em 1979 como uma divisão da LucasFilm, empresa de George Lucas, e recebeu o nome de Graphics Group. Essa divisão era responsável por desenvolver softwares de computação gráfica. Uma das primeiras empresas a usar seus serviços foi Industrial Light & Magic, que também era de Lucas. Em 1986, George Lucas a vendeu para um visionário do ramo tecnológico: Steve Jobs, co-fundador da Apple Inc., pelo valor de US$ 10 milhões. Jobs mudou o nome da empresa para Pixar, uma mistura da palavra “Pixels” e “Art”. No inicio a Pixar era uma empresa de Hardware, tendo a Pixar Image Computer como seu produto primário e sendo a Disney a principal compradora desse produto. Disney e Pixar viriam mais tarde em conjunto desenvolver o CAPS, um mecanismo que permitia dar cores as animações. Em 1991, Disney e Pixar firmaram um contrato de US$ 26 milhões e começava ai uma parceria que mudaria a história da animação para sempre.
          O primeiro fruto dessa aliança foi Toy Story (1995). Toy Story foi o primeiro filme da história a ser produzido totalmente em computação gráfica, arrecadou US$ 362 milhões de bilheteria mundialmente e ainda recebeu três indicações ao Oscar (Melhor trilha sonora em comédia, melhor roteiro original e melhor canção) e duas indicações ao Globo de Ouro (Melhor filme – comédia ou musical e melhor canção). Em 2006, Walt Disney Company confirmou a compra da Pixar por US$ 7,4 bilhões, e Jobs passou a ser o maior acionista individual da Disney.


         
          A Pixar arrecadou mais de US$ 4 bilhões em bilheterias pelo mundo tornando-a uma dos estúdios cinematográficos mais bem sucedida de todos os tempos. Colecionando premiações e cada vez mais o respeito do grande público, a Pixar merece os aplausos não apenas pela técnica bem feita, mas pelas ideias e histórias cativantes e surpreendentes que divertem um público sem limites de idades. O caso da Pixar é uma verdadeira lição para o mundo dos negócios, pois acreditar na inovação e criatividade pode ser o verdadeiro diferencial entre as empresas obterem sucesso ou fracasso.


por Caetano Matos.

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